Namoro sério «exige tempo e paciência», «preparação e renúncias», diz bispo

No dia em que no Brasil se comemora o Dia dos Namorados

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MACAPÁ, terça-feira, 12 de junho de 2007 (ZENIT.org).- Neste 12 de junho, em que no Brasil se comemora os Dia dos Namorados, o bispo de Macapá (Estado do Amapá, norte do país), Dom Pedro José Conti, recorda que «um namoro sério exige tempo e paciência», «preparação e renúncias».

«Um namoro sério exige que os dois aprendam a regular os seus passos para caminhar juntos e para sempre na vida. Não é fácil namorar bem, como não é fácil escolher bem», afirma, em artigo difundido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
 
Ao assegurar que em um grande amor parece ter algo que foge ao controle de cada pessoa, o bispo enfatiza que «nada substitui a reflexão, um bom diálogo, uma conversa franca e sincera». Segundo o bispo, Deus-Pai também está presente no amor humano. «Pior é não pensar, atropelar os tempos, ter pressa. Só pode dar confusão e mais tarde, sofrimento».
 
O bispo afirma ainda que deve-se evitar viver o namoro de maneira superficial, em que muitos jovens acabam se ligando somente nas aparências do seu namorado ou da sua namorada. «Poucos têm a paciência e a capacidade de entrar mesmo no coração do outro ou da outra», escreve.
Segundo Dom Pedro Conti, «numa sociedade toda visual, onde o que vale mais é a “imagem” da pessoa, quem se preocupa mais com o que está escondido, e às vezes bem guardado, no coração e na vida de cada um de nós? Mas é um engano».
 
«O tempo se encarrega de revelar o que está encoberto, seja porque ninguém consegue fingir ou se esconder o tempo todo, seja porque, a cada momento, a vida nos obriga a revelar a grandeza ou a mesquinhez do nosso coração e da nossa alma. O tempo, inexoravelmente, é a grande prova da veracidade e da sinceridade das nossas palavras, dos nossos sentimentos, das nossas promessas.»
 
O bispo afirma ainda que um grande amor «deveria durar a vida inteira». «Amadurece, muda as suas manifestações exteriores, mas continua vivo e bem motivado no profundo da vida das pessoas que amam e são amadas».
 
«O que eu disse vale para todas as vocações, não somente para os namorados. Qualquer um de nós deve saber conversar com quem ama. Inclusive Deus. Devemos tomar cuidado com quem fala demais dEle.»
 
«Melhor confiar em quem O conhece bem, porque passa tempo com Ele, na oração, meditando a sua Palavra, contemplando e agradecendo por suas maravilhas. É sempre bom “não nomear o nome de Deus em vão”», afirma.
 
De acordo com Dom Pedro Conti, quem ama alguém «não precisa de alarde», «basta-lhe estar perto do seu amor».
 
«Mas quando fala, sabe de Quem fala. Não fala à toa, não fala palavras vazias. Conhece, ama com todo o seu coração e dá testemunho disso, mais com a sua vida do que com as suas palavras», afirma o bispo.
 
Dia dos Namorados
 
O Dia dos Namorados é chamado em muitos países de Dia de São Valentim (Saint Valentine's Day). No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho. Já em Portugal, a data é celebrada em seu dia mais tradicional, 14 de fevereiro.