«Não à absolvição coletiva», salvo casos excepcionais, recorda o cardeal Re

Intervém no Sínodo dos Bispos

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CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 6 de outubro de 2005 (ZENIT.org).- O bispo é o «custódio» da Eucaristia e quem deve vigiar que não se dêem «absolvições coletivas» salvo casos muito especiais, segundo afirmou em sua intervenção na Sala Nova do Sínodo o cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação dos Bispos.



O purpurado falou da «responsabilidade» e apresentou o bispo como o «encarregado de vigiar por seu decoro e boa celebração».

Segundo o cardeal Re, «o próprio modo de celebrar a Eucaristia por parte do bispo nutre a fé dos sacerdotes e do povo» e, portanto, «é importante dedicar especial atenção à participação dos fiéis na missa dominical e vigiar para que as celebrações eucarísticas sejam sempre dignas e belas».

O cardeal apelou a «recuperar a pedagogia da conversão que nasce da Eucaristia», e disse que o bispo tem de defender «o recurso freqüente à confissão individual».

Assim, o bispo deve vigiar para que as absolvições gerais ou coletivas não sejam levadas a cabo salvo exceções muito justificadas e contempladas no «Motu Próprio» de João Paulo II «Misericordia Dei»: «O bispo tem a obrigação de não permitir em sua diocese o recurso abusivo da absolvição geral ou coletiva», disse.

O padre John Bartunek L.C., informador em língua inglesa do Sínodo, comentou que o cardeal Re constatou que «muitas dioceses introduziram a absolvição coletiva e viram que isto só provocou dano à vida espiritual e uma perda do sentido do pecado».

Segundo o padre Bartunek, o prefeito da Congregação dos Bispos acrescentou que «os próprios fiéis se dão conta que esta prática não os anima à conversão».