Não acreditem em quem diz que não há mais nada a fazer

Jovens e desenvolvimento: primeiro-ministro italiano em sintonia com o Encontro da Amizade em Rímini

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Antonio Gaspari

RÍMINI, Itália, quarta-feira, 22 de agosto de 2012 (ZENIT.org). "Não acreditem naqueles que dizem que não há mais nada a ser feito. Já começou um novo período na Itália para a construção, não para as lamentações!".

Esta exortação foi feita para mais de dez mil pessoas no último domingo, no Encontro de Rímini, pelo presidente da Fundação para a Subsidiariedade, Giorgio Vittadini, antes do discurso do primeiro-ministro italiano, Mario Monti.

O tema do encontro era "Os jovens para o crescimento" e se seguia à mostra "Momento imprevisível: jovem para o crescimento", promovida pela Fundação para a Subsidiariedade em parceria com estudantes e professores universitários.

Vittadini afirma que "a crise é um desafio para a mudança (...) A crise é viver a realidade como uma provocação que desperta o desejo e a exigência que, na Itália, também significa inteligência, conhecimento, criatividade, força de agregação".

De acordo com o presidente da fundação, o desejo de ação que faz renascer a certeza é "o momento imprevisível em que alguém se recoloca em ação sem esperar que os outros e especialmente o Estado resolvam os problemas".

A exposição conta muitas histórias desse imprevisível instante em que homens e mulheres geraram novidades, produtos, serviços, valor agregado, beleza, para si e para os outros, sem que as condições pudessem explicar o aumento do valor e da riqueza na Itália.

De acordo com Vittadini, para encontrar o caminho em tempos de crise, todos temos que investir no recurso mais importante: a pessoa humana.

"A pessoa é um bem maior do que a crise", escreveu ele, para concluir citando Giussani, que afirmava que "quando as garras de uma sociedade adversa se lançam contra nós, a ponto de ameaçar a vitalidade da nossa expressão, e quando uma hegemonia cultural e social tende a penetrar no coração, incitando as já naturais incertezas, então é porque chegou o tempo da pessoa".

Vittadini evoca o que dizia don Camillo, em uma das histórias de Guareschi: "Quando o rio sai das suas margens e invade os campos, temos que salvar a semente que frutificará, e as espigas túrgidas e douradas darão aos homens o pão da vida e da esperança".

Na história de Guareschi, Jesus diz a don Camillo: "Temos que salvar a semente: a fé. Don Camillo, é preciso ajudar aqueles que ainda têm fé para mantê-la intacta".

Emilia Guarnieri, presidente da Fundação Encontro para a Amizade entre os Povos, explicou que muitas ações virtuosas contadas na mostra "O momento imprevisível" são "o fruto do trabalho, da competência e da generosidade de muitas pessoas, que nós oferecemos para a construção da civilização".

Pronunciou-se então o primeiro-ministro Mario Monti, que convidou os jovens a uma "greve generacional", alegando que está sendo desperdiçada a geração da faixa dos quarenta anos, que paga pela falta de visão dos políticos.

O primeiro-ministro falou sobre o infinito como algo que "perturba a todos nós", e criticou muitas decisões políticas que foram tomadas por "total falta de infinito, mesmo entendido apenas como tempo e espaço".

De acordo com Monti, a Itália se revalorizará e "encontraremos um mínimo de confiança específica dos cidadãos no Estado e dos cidadãos uns nos outros".

(Trad.:ZENIT)