"Não há diferença entre drogas leves e pesadas. A maconha é uma porta de entrada"

Presidente emérito da Pontifícia Academia para a Vida reitera o "não" à liberalização das chamadas "drogas leves"

Roma, (Zenit.org) Redacao | 561 visitas

O cardeal Elio Sgreccia, presidente emérito da Pontifícia Academia para a Vida, reitera a sua rejeição a qualquer projeto legislativo que liberalize o cultivo e o consumo da maconha.

"Pelo que eu pude estudar sobre as dependências químicas e sobre a dinâmica e os fatores que podem ajudar os jovens a sair das drogas, eu considero que tanto o cultivo quanto a liberalização das drogas consideradas ‘leves’ são fatores negativos. Conseguiu-se algum sucesso nos lugares que adotaram posições rígidas, não no sentido punitivo, mas no sentido de afastar as pessoas das drogas".

É necessário, para o cardeal, "eliminar a diferenciação entre drogas leves e pesadas​​, que não tem nenhum fundamento psicodinâmico, porque se passa facilmente do leve para o pesado e a cannabis é a porta de entrada. Além disso, temos que acabar com o mito do ‘uso terapêutico’ da cannabis: não se cura a droga com droga", afirmou Sgreccia, recordando as palavras do beato João Paulo II. "Uma substância tóxica, como substitutivo, não tem o mesmo papel de uma terapia", acrescentou.

A ideia da liberalização das drogas “leves” também "contraria a experiência de outros países em que os supostos bons resultados da liberalização foram desmentidos pelos fatos e pelos estudos de especialistas, que sabem que o grupo mais frágil é o dos adolescentes". Os jovens, diz o cardeal, "vão ser facilmente arrastados para dentro do saco do consumismo".