Natal deve suscitar o amor, diz arcebispo

Segundo Dom Orani Tempesta, mistério de Deus “não pode deixar-nos indiferentes”

| 1336 visitas

RIO DE JANEIRO, quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, afirma que a celebração do Natal “deve levar-nos à contemplação piedosa da extraordinária caridade manifestada no nascimento de Belém”.

“O Todo-Poderoso se faz uma frágil e indefesa criança; o Imenso, que nada pode conter, é reclinado numa manjedoura; Aquele que com seu braço forte rege o universo inteiro é acolhido e conduzido pelas mãos humanas.”

“O Todo se esconde no fragmento; o Invisível se mostra visivelmente; Aquele que habita uma luz inacessível coloca-se ao nosso alcance! Ele é o ‘rosto humano de Deus’”, afirma o arcebispo, em mensagem difundida ontem pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Dom Orani pergunta: “como não reconhecer que estas coisas extraordinárias aconteceram porque Deus ama ‘loucamente’ e sem medidas a sua criatura, a cada um de nós em particular?”

A contemplação do “mistério de Deus –prossegue o arcebispo–, “manifestado no nascimento do menino, não pode deixar-nos indiferentes”.

“Se Deus nos ama tanto, como não amá-lo também? O amor, ensina São Paulo, é o ‘vínculo da perfeição’. Deus nos ama por primeiro.”

Segundo Dom Orani, “recebendo o seu amor em nossa vida, somos purificados e renovados para amá-Lo como convém e, n’Ele, amar nosso próximo com verdadeiro ‘amor-doação’”.

“O amor vence nosso orgulho e nos abre para a infinitude da Verdade, do Bem e da Beleza, o que enche de alegria nossa vida e dá sentido a nosso caminho.”

Sendo mistério de caridade, afirma o arcebispo, o Natal “deve suscitar em nós o amor que renova todas as coisas. Só no amor podemos construir, pois o amor é positivo”.

“Ao celebrarmos o Natal, tendo os olhos fixos no Menino-Deus, podemos exclamar com as palavras de São João: ‘Deus é amor’”.