Neil Armstrong: muitas memórias e um esquecimento: a ficção científica
Morre o primeiro homem que pousou na lua
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Antonio Scacco
ROMA, quarta-feira, 29 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Em 26 de agosto, morreu o primeiro homem a pisar na lua: o astronauta Neil Armstrong, que liderou o módulo Eagle, separado do módulo de comando Columbia da missão Apollo 11, fazendo-o pousar na lua em 21 de julho de 1969, no Mar da Tranquilidade.
Os companheiros na lendária jornada foram Edwin Aldrin e Michael Collins. Para honrar a memória do astronauta, falecido aos 82 anos, foram gastos, e com razão, rios de tinta, mas nenhuma linha foi dedicada à ficção científica.
E o que a ficção científica teria a ver com isto?
Muito, e por diversas razões.
Primeiro, um dos três astronautas, Aldrin, escreveu, com John Barnes, dois romances de ficção científica: Encounter with Tiber e The Return.
Em segundo lugar, muitos escritores norte-americanos de ficção científica se basearam na disputa entre os Estados Unidos e a União Soviética pela conquista do espaço e escreveram uma série de romances, chamado juvenis, voltados a preparar os jovens para a era do espaço.
Entre eles, merece destaque Robert A. A Heinlein, com O Traje Espacial, em que o jovem protagonista Kip Russell entra em um concurso para viajar à lua, mas só consegue o segundo prêmio: uma roupa de astronauta. Destaque também para Lester del Rey, com Mission to the Moon, de 1956.
Mas o escritor que desempenhou um papel decisivo para a realização do pouso na lua foi Arthur C. Clarke, que escreveu numerosos livros sobre o voo espacial, entre os quais Prelude to Space, de 1951, Earthlight, de 1957, e A Fall of Moondust, de 1961.
Não é de espantar, portanto, a dedicação escrita pelos astronautas da Apollo 15 no mapa em relevo da área de pouso do módulo lunar Falcon: "Em homenagem a Arthur Clarke, por parte da tripulação da Apollo 15, como vivo agradecimento pelas suas visões do espaço. Dave Scott, Al Worden, Jim Irwin".
O que é de se estranhar, portanto, é que, ao destacar a morte de Neil Armstrong, os jornais e as redes de televisão tenham omitido qualquer menção à ficção científica que possibilitou a realização daquela histórica aventura.
(Tradução:ZENIT)


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