Neo-cardeal colombiano convida a promover autêntica cultura da vida

Rubén Salazar publica nota sobre recentes declarações

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ROMA, terça-feira, 27 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - O novo cardeal colombiano Rubén Salazar Gômez fez declarações aos meios de comunicação em Roma que, a seu ver, foram mal-interpretadas. Por este motivo, publicou uma nota através da Conferência Episcopal em que pontua algumas afirmações sobre bioética. A nota tem data de 22 de novembro e convida com clareza a “promover uma autêntica cultura da vida humana”.

“Por ocasião da minha nomeação como membro do Colégio Cardinalício, por parte do Santo Padre Bento XVI, concedi algumas entrevistas a diversos meios de comunicação em que, além de abordar com detalhes o significado desta nomeação para mim e para a Igreja na Colômbia, fui perguntado sobre temas que estão chamando atenção no país”.

Feita a contextualização, ele prossegue: “Dei uma entrevista à jornalista Maria Isabel Rueda para o jornal El Tiempo, na qual algumas das minhas afirmações podem ter suscitado sérias inquietações”.

O cardeal colombiano considerou necessário, por isso, divulgar “esclarecimentos para corrigir qualquer ambiguidade que possa ter ocorrido”.

Em primeiro lugar, afirma que “o aborto é um crime abominável (cf. Constituição Gaudium et Spes,  51), e, portanto, a sua descriminalização não é aceitável em nenhum caso, nem é possível considerá-lo ou declará-lo como um direito. Como já fiz em outras ocasiões, expresso claramente a minha contrariedade à sentença da Corte Constitucional, que descriminalizou o aborto em alguns casos”.

Em segundo lugar, “o embrião humano tem vida própria desde o momento da sua concepção e é um ser totalmente diferente da mulher; portanto, deve ser respeitado como pessoa desde o primeiro instante da sua existência (João Paulo II, Instrução sobre o dom da vida, I,1) e tratado com todo o respeito devido em todo o processo do seu desenvolvimento”.

Em terceiro lugar, explica o primaz da Colômbia, “em nenhum momento, nem por nenhuma causa, o ser humano pode dispor da sua vida nem da vida dos outros. Portanto, o suicídio, o chamado suicídio assistido e a eutanásia são moralmente inaceitáveis (cf. encíclica Evangelium Vitae, 66). Ratifico novamente o meu repúdio a qualquer lei do Estado que pretenda legalizar estas práticas”.

O novo conselheiro pontifício aproveita a ocasião “para convidar todos os colombianos a promover uma autêntica cultura da vida humana, em que a vida humana seja defendida e respeitada desde o momento da concepção até a morte natural”.

(Trad.ZENIT)