"Nesses quatro dias, os jovens se sentiram protagonistas"

Avaliação preliminar do reitor da Universidade Lateranense sobre o Primeiro Encontro Internacional de Jovens Católicos para a Justiça Social

Roma, (Zenit.org) | 879 visitas

Reproduzimos abaixo a análise feita por mons. Enrico dal Covolo, reitor da Pontifícia Universidade Lateranense, sobre o Primeiro Encontro Internacional de Jovens Católicos para a Justiça Social, realizado de 20 a 24 de março na Pontifícia Universidade.

Vivi, há poucos dias, uma experiência extraordinária. Deixem-me compartilhá-la com vocês.

Acolhemos na universidade, durante quatro dias, de 20 a 24 de março, um belo grupo de rapazes e moças de 20 a 30 anos de idade. Jovens que vieram dos cinco continentes, de todas as partes do mundo. Jovens esplêndidos, de quem vou conservar para sempre uma lembrança no coração.

Em sua maior parte, eu não os conhecia, até porque a iniciativa nasceu em plataformas informáticas. Nós tínhamos convidado a virem a Roma cem jovens que tivessem alguma experiência de animação cristã nos âmbitos social e político, para que eles se conhecessem e interagissem.

Quando eles chegaram, a experiência virtual se tornou real. Tivemos que ser um pouco flexíveis nos números. Chegamos a cento e trinta: os pedidos de participação eram infinitos!

O que fizemos nesses quatro dias?

Bem, tivemos participações notabilíssimas, como as do reitor maior dos salesianos, o nono sucessor de Dom Bosco, e do presidente da Caritas Internationalis. Tivemos um show de rock extraordinário, e muitas, muitas outras atividades.

Mas eu acho que, principalmente, nesses quatro dias, os jovens se sentiram protagonistas e tiveram a oportunidade de dar o melhor de si.

Eles voltaram para casa, nos cinco continentes, cheios de entusiasmo e de novas ideias.

O que eu mais apreciei nesses jovens?

Eu apreciei, é claro, aquele que é um traço característico desta geração de vinte, trinta anos: a abertura afetuosa, a capacidade de ouvir e de dialogar, a ausência de barreiras. Mesmo as barreiras linguísticas foram caindo aos gestos de fraternidade, graças ao desejo de se comunicar.

Mas o que eu mais gostei foi a vontade deles de continuar. Essa é a sua firme determinação: não deixar que a experiência, o tesouro de relacionamentos construídos naqueles dias, se perca.

Agora eles querem constituir, através das plataformas informáticas, um Observatório Permanente de Jovens para atuar como protagonistas na renovação da sociedade e da Igreja.

O que podemos querer de melhor?