Nicarágua: Não se decretou a excomunhão de envolvidos em aborto

Declaração do cardeal Obando y Bravo, arcebispo de Manágua

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MANÁGUA, 3 de março de 2003 (ZENIT.org).- O cardeal Miguel Obando y Bravo, arcebispo de Manágua, negou que os bispo tenham excomungado às pessoas envolvidas no aborto que praticou uma menina de 9 anos de idade.



Na homilia dominical, o arcebispo falou claro que o publicado por alguns meios informativos foi fruto de uma má interpretação jornalística.

«Nenhum bispo decretou a excomunhão», declarou o purpurado.

O suposto decreto de excomunhão, anunciado pelos meios de comunicação, foi originado quando um jornalista perguntou a doutrina do Código de Direito Canônico para estes casos.

O cânon 1398 afirma: «Quem procura o aborto, se este se produz, incorre em excomunhão “late sententiae”». Dado que o texto legislativo fala de excomunhão alguns meios de comunicação afirmaram que a Igreja havia publicado um decreto de excomunhão.

«Nenhum bispo se pronunciou para excomungar a alguém na Nicarágua», deixou claro o purpurado.

O prelado disse que a posição dos bispos foi a de pedir aos médicos que fizessem o possível para salvar a menina e para salvar a vida do ser que tinha em seu ventre.