No dia 15 de agosto, oração pelos cristãos perseguidos

A iniciativa foi anunciada pela Igreja Italiana, que pede para o Ocidente não virar a cara diante da destruição dos valores que o forjaram

Roma, (Zenit.org) Redacao | 492 visitas

Os bispos italianos levantam a voz ante as perseguições dos cristãos no mundo conclamando um jornada de oração que acontecerá no próximo dia 15 de agosto, e publicando um comunicado onde se denuncia distrações e indiferenças por parte da Europa com relação ao autêntico “calvário” que vivem os batizados em muitos países.

Todas as comunidades eclesiais – diz a nota da CEI – são convidadas a “unir-se em oração como sinal concreto de participação com todos os provados pela dura repressão”. Um convite que responde ao que o Papa Francisco denunciou, ou seja, que “existem mais cristãos perseguidos hoje do que nos primeiros séculos”.

O Santo Padre é citado no texto também em outro trecho, sobre a sua próxima viagem à Coreia do Sul. "Para a nossa comunidade - diz - é uma valiosa oportunidade para nos aproximarmos daquela Igreja: um Igreja jovem, cuja vicissitude histórica sofreu uma dura perseguição, que durou quase um século, em que cerca de 10 mil fiéis foram martirizados: 103 deles foram canonizados em 1984, por ocasião do segundo centenário das origens da comunidade católica no país".

O caminho da Igreja na Coréia é a "força" que "marca o evento", uma força caracterizada pela "glória dos mártires". Neste sentido, se propõe novamente uma passagem da Carta aos Romanos, de São Paulo: "Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele" (Rm 6, 8). Palavras que os bispos italianos esperam que possam “arder também nesta nossa Europa, distraída e indiferente, cega e muda diante das perseguições que sofrem centenas de milhares de cristãos hoje”.

O comunicado chega também ao coração das dificuldades que certos cristãos padecem no mundo. A falta de liberdade religiosa é "um verdadeiro calvário" que "une os batizados em Países como Iraque e Nigéria, onde são marcados pela sua fé e feitos objetos de ataques contínuos por parte de grupos terroristas; expulsos das suas casas e expostos a ameaças, assédios e violências, conhecem a humilhação gratuita da marginalização e do exílio até a morte. Recorda que “as suas igrejas foram profanadas: antigas relíquias, como também estátuas de Nossa Senhora e dos Santos, são destruídas por um integralismo que, em última análise, não tem nada de autenticamente religioso. Nessas áreas, a presença cristã - a sua história mais que milenária, a variedade de suas tradições e a riqueza de sua cultura - está em perigo: em perigo de extinção do mesmo lugar onde nasceu, a partir da Terra Santa".

O apelo é, portanto, forte, para o Ocidente, o que "não pode continuar a olhar para o outro lado, com a ilusão de poder ignorar uma tragédia humanitária que destrói os valores que o moldaram e no qual os cristãos pagam o prejuízo que os confunde indiscriminadamente com um determinado modelo de desenvolvimento. "O desejo da Conferência Episcopal Italiana é que “a preocupação pelo futuro de tantos irmãos e irmãs se traduza em compromisso para nos informar sobre o drama que estão vivendo, prontamente denunciado pelo Papa."

O comunicado termina, portanto, com o convite dirigido às comunidades eclesiais "para se juntar em oração por ocasião da solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria (15 de agosto) como um sinal concreto de participação com todos os que estão sofrendo com a dura repressão. Por intercessão da Virgem Mãe, o seu exemplo também nos ajudará a superar a aridez espiritual do nosso tempo, a redescobrir a alegria do Evangelho e a coragem do testemunho cristão".