No momento atual, missão do Papa assume proporções imensas, afirma cardeal

«Aderir ao Papa é o caminho da prudência, além de exigência de nossa Fé», diz Dom Eugenio Sales

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RIO DE JANEIRO, terça-feira, 3 de julho de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o cardeal Eugenio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro (Brasil), nos dias de transição que se vivem atualmente e neste momento da História dos homens, «a missão do Papa assume proporções imensas».



Diante disso, o cardeal afirma que «a preservação de sua autoridade, a filial devoção dos católicos ao seu Chefe visível torna-se uma imperiosa necessidade ao bem-estar da família católica».

Em mensagem aos fiéis de sua arquidiocese, difundida sexta-feira passada, Dom Eugenio Sales destaca que jamais em toda a História da Igreja um Papa pôde ser visto e ouvido pela família humana como João Paulo II e Bento XVI.

«Os instrumentos de comunicação social e os rápidos meios de transporte facilitaram este intercâmbio entre o rebanho e o seu Pastor Supremo», afirma.

Ao destacar a firmeza inabalável de Bento XVI em «preservar a pureza de nossa Fé e a disciplina hierárquica de nossa Religião», o cardeal Sales afirma que «Cristo constituiu a Igreja com uma autoridade que não é outorgada pelos fiéis, mas vem do Senhor».

Segundo o cardeal, ouvem-se hoje, «com certa freqüência», «pareceres e opiniões, sentenças e afirmações as mais diversas, atingindo por vezes o cerne de nossa Fé».

«Os ensinamentos de um teólogo têm a marca indelével de Cristo, enquanto permanecem em comunhão com a doutrina desta mesma hierarquia», afirma. E enfatiza que «se alguém, mesmo bispo, assume atitudes ou difunde idéias em contradição com o Colégio Apostólico e ao Seu Chefe, o Papa, não fala em nome da Igreja, e, sim, como uma pessoa particular a quem não se deve obediência a essas propostas».

«A Igreja tem uma experiência de mais de dois milênios, além da indefectível assistência do Espírito Santo. Frente a um erro ou a uma indisciplina, os homens, por terem vida tão curta, às vezes esperam uma imediata correção.»

De acordo com o cardeal, «em certas circunstâncias, o Espírito de Deus guia a Igreja pelos caminhos da paciência. A caridade pode levar a esperar, na expectativa de uma emenda. Só a prudência sobrenatural indica para cada caso o caminho do Espírito. Mais forte que a pura correção ou meio castigo é a mudança pela conversão».

«Reafirmemos nossa absoluta adesão às doutrinas emanadas do Pastor Supremo, daquele que representa o próprio Jesus Cristo na terra, pedra angular da Igreja de Deus», destaca Dom Eugenio Sales.

«Essa nossa indefectível fidelidade nos deve levar, mesmo com sacrifício de nossas idéias pessoais, a uma fiel obediência à disciplina hierárquica que ele representa. Essa atitude é fonte de uma imensa tranqüilidade espiritual em meio às dificuldades que hoje atravessamos. Entre as opiniões de homens, pareceres de alguns grupos, aderir ao Papa é o caminho da prudência, além de exigência de nossa Fé», afirma o cardeal.