Novo mestrado em comunicação e informação social e religiosa

Na Universidade CEU São Paulo (Madri, Espanha)

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MADRI, quarta-feira, 4 de julho de 2007 (ZENIT.org).- A Faculdade de Humanidades e Ciências da Comunicação e o Observatório para o Estudo da Informação Religiosa (OEIR) da Universidade CEU São Paulo de Madri (http://www.uspceu.com/), com o apoio da Conferência Episcopal Espanhola e a colaboração de professores de universidades católicas espanholas e estrangeiras, lançará no próximo mês de outubro um Mestrado em Comunicação e Informação Social e Religiosa.



O interesse de numerosos profissionais de diferentes âmbitos pela ampliação de seus conhecimentos e a especialização no campo da comunicação e a informação social e religiosa, impulsionou a criação deste Mestrado único na Espanha, do qual fala seu diretor, o doutor Gabriel Galdón, catedrático de Jornalismo e também diretor do OEIR, nesta entrevista concedida à agência Zenit.

--O que impulsiona o lançamento de um Mestrado no âmbito da informação sócio-religiosa?

--Professor Galdón: Várias razões o motivaram, mas a primordial é a necessidade de formar comunicadores e informadores que conjuguem harmonicamente o conhecimento profundo e especializado dos temas, as instituições e o sentido do âmbito social e religioso, com um profissionalismo excelente que, entre outras qualidades e atitudes, contenha o de entender a comunicação e o jornalismo como a explicação verdadeira e coerente das realidades que os cidadãos necessitam compreender e que têm a ver com o Bem Comum, com a Justiça e com a Paz.

É freqüente afirmar que as catedrais se constroem com fé, ciência e arte. Pois estes três componentes juntos são os que precisam os comunicadores e informadores de sociedade e religião para contrapor tanto essa enorme ditadura do relativismo à que em tantas ocasiões se referiu Bento XVI, como a não menos virulenta e estendida manipulação laicista que, além de constituir uma sociedade com uma terrível ignorância religiosa, está levando a erros teórico-práticos fatais, inclusive a muitíssimos católicos.

--Então, o Mestrado se dirige a destinatários diversos?

--Professor Galdón: Sim. Trata-se de formar, por um lado, aquelas pessoas que queiram dedicar-se (ou que já se dedicam e querem dar um salto de qualidade em sua preparação) às tarefas da Comunicação Institucional da Igreja (Bispados, Movimentos, Organizações Não-Governamentais...); por outro lado, jornalistas que queiram melhorar as publicações ou seções especializadas neste âmbito, na imprensa e Internet, ou os programas radiofônicos e televisivos... E também àqueles educadores que precisam de uma formação especializada para educar no sentido crítico ante os conteúdos dos meios de comunicação em colégios e paróquias, ou em cursos de orientação familiar, trabalho que João Paulo II já considerava urgente e que ficou recolhido em vários documentos da Santa Sé.

--Que materiais de estudo se propõem nesta oferta acadêmica?

--Professor Galdón: Haverá, em primeiro lugar, um módulo comum de Fundamentos da Comunicação para aqueles alunos que não provenham das Licenciaturas em Jornalismo e Comunicação Audiovisual. Com relação aos módulos especializados, envolve todo o espectro: desde a Comunicação Institucional e a Teoria da Informação social e religiosa, até a lembrança da Tradição e a cultura cristã no Ocidente, passando pela análise das estratégias jornalísticas e os grandes debates sociais na Opinião Pública, ou pelo estudo da história, da doutrina e da atualidade do catolicismo. E, certamente, dar-se-á uma importância-chave às aulas práticas onde, após a análise crítica correspondente, se experimentem de forma prudente, em grupos reduzidos e utilizando os meios tecnológicos habituais na profissão, os melhores modos e métodos de comunicar e informar através dos diversos meios: discurso oral, imprensa e Internet, rádio, televisão, cinema...

--Está previsto algum tipo de tutoria no Mestrado?

--Professor Galdón: De fato, como entendemos que o ensino deve ser o mais personalizado possível, dedicam-se várias horas semanais às tutorias individualizadas, porque também pretendemos que cada aluno, o mais rápido possível, se forme para uma finalidade específica dentro dos âmbitos que anteriormente mencionamos.

Este é também o sentido que tem o trabalho final que se pede: que cada aluno, após a formação recebida nas aulas, nas práticas, nas leituras que deverá realizar, e com a orientação das tutorias, de acordo com suas aptidões e atitudes, realize um projeto concreto uma vez concluído o Mestrado; por exemplo, pode tratar-se de proposta de um novo programa de rádio ou de televisão, das funções e atividades do gabinete de comunicação de sua diocese, de um site para dar visibilidade a determinada realidade (paróquias, etc.), de uma seção nova em uma publicação, do desenho de um curso para padres em colégios e paróquias orientado para a formação do sentido crítico ante os meios, e muitas outras possibilidades. O trabalho final também pode orientar-se como uma pesquisa inicial para aquelas pessoas que desejam continuar com um doutorado sobre um tema especializado em informação social e religiosa.

[Mais informações no site www.uspceu.com ou escrevendo para o e-mail oir@ceu.es]