Novo presidente da Conferência Mundial de Institutos Seculares

Eleito o espanhol Fernando Martínez Herráez

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GUADALAJARA, quinta-feira, 27 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Fernando Martín Herráez acaba de ser eleito presidente da Conferência Mundial de Institutos Seculares (CMIS) na Assembléia de Diretores Gerais celebrada em Guadalajara, México, de 21 a 23 de novembro.

Os institutos seculares, forma de vida consagrada aprovada por Pio XII em 1947, reúnem pessoas que querem viver como testemunhas do reino de Cristo em meio às estruturas do mundo, na vida cultural, econômica e política, sem abandonar as normais condições da índole secular. 

Contribuem assim, sob a ação do Espírito, à animação das realidades temporais e asseguram uma presença incisiva da Igreja na sociedade. 

A CMIS é um organismo coordenador com sede em Roma, criado em 1970 e formado pelos diretores gerais de 215 institutos seculares aprovados pela Igreja, aos que pertencem mais de 35 mil membros espalhados pelos cinco continentes. É a primeira vez que um espanhol ocupa o cargo de presidente da CMIS. 

Segundo informa à Zenit Andrés Jiménez Abad, da revista Estar, dos Cruzados de Santa Maria, Fernando Martín Herráez é leigo, diretor geral do Instituto secular «Cruzados de Santa Maria», fundado pelo sacerdote jesuíta Tomás Morales, cuja causa de beatificação, terminada a fase diocesana em Madri, se encontra neste momento em Roma. 

Nascido em Ávila (Espanha) em 1961, o novo presidente da CMIS é licenciado em Teologia (Ciências Bíblicas) pela Universidade Gregoriana de Roma, filósofo e pedagogo pela de Salamanca, e atualmente é professor de Antropologia na Universidade Católica de Ávila. 

Em sua primeira saudação como presidente, Fernando Martín expressou sua vontade de tomar «emprestadas as palavras de Bento XVI no início de seu pontificado, e gostaria de ser também um humilde operário da vinha, para colocar-me ao serviço dos Institutos Seculares. A partir deste órgão de coordenação dos Institutos, quero promover o conhecimento e a extensão desta vocação de fermentos no mundo». 

E acerca de suas prioridades, assinala: «O Papa nos pediu que sejamos um laboratório experimental onde a Igreja possa ensaiar suas relações com o mundo. Por isso, uma exigência fundamental é que permaneçamos no mundo, porque esse é nosso lugar de missão».

Os temas que a Assembléia desenvolveu, «Sentido atual dos Institutos Seculares para a Igreja e para o mundo», e «Os Institutos Seculares como experiência de encarnação» se derivam do Simpósio celebrado em fevereiro do ano passado, em Rom,a para comemorar o 60º aniversário da Pró-vida Mater Ecclesia, carta constituinte dos Institutos Seculares. 

Renovou-se por completo o conselho executivo da CMIS. Foram eleitos 11 membros que representam todos os institutos. Sua composição é prova da diversidade e da internacionalidade da CMIS: 7 institutos leigos femininos, 2 leigos masculinos e 2 sacerdotais. 

Japão, México, Brasil, Canadá, França, Polônia, Itália e Espanha são os países de proveniência dos membros do Conselho. Dentre eles se elegeu um Conselho de Presidência, formado, além do novo presidente, por Ewa Kusz e Giorgio Mazzola, como vice-presidentes.