O aborto e a ameaça à soberania nacional (Parte VIII)

Análise do professor Ivanaldo Santos, autor do livro "Aborto: discursos filosóficos"

São Paulo, (Zenit.org) Ivanaldo Santos | 792 visitas

Além de todo o preocupante quadro de ingerência e invasão da soberania nacional é possível citar brevemente outras táticas utilizadas pelas estruturas internacionais para tentar legalizar o aborto nos países da América Latina. Vale salientar que são táticas profundamente antiéticas e antidemocráticas, nas quais o centro de suas atividades é a presença e a distribuição de grande quantidade de dinheiro. Pelo que já foi demonstrado anteriormente é possível compreender que a coisa que mais os grupos pró-aborto possuem é dinheiro para gastar.  Resumidamente apesenta-se 10 táticas.  

1) Ampla distribuição gratuita de livros, cartilhas, panfletos e outros modelos de literatura que defende e incentiva o aborto. Essa distribuição é feita de forma estratégica. Para não chamar a atenção da grande população, que é majoritariamente contra o aborto, ela é feita em universidades, faculdade de medicina, associações de advogados e juízes, clubes de profissionais liberais, seminários para formação de sacerdotes católicos e outros locais semelhantes. 

2) Promoção e financiamento de cursos, viagens a locais paradisíacos, com direito a acompanhante, hospedagem em hotéis luxuosos, excursões turísticas e compras em lojas caras e sofisticadas, presentes luxuosos (carros, joias e outros) e diversas outras formas de conforto e mordomia. Tudo isso é destinado a juízes, advogados, jornalistas, médicos, padres católicos e sacerdotes de outras religiões, políticos, altos funcionários públicos e outros profissionais que podem ajudar, de forma direta ou indireta, a promover o aborto.  

3) Promoção de cursos de aborto e outras técnicas de controle populacional para médicos e demais profissionais de saúde.

4) Promoção de cursos para jornalistas e outros profissionais da mídia com a intensão de disseminar a cultura do aborto.

5) Assessoria para juízes, promotores e demais autoridades do judiciário. O judiciário é um das grandes fontes de ataques dos grupos de pressão pró-aborto. Uma das metas desses grupos é legalizar o aborto na América Latina, de forma indireta, por meio do judiciário.

6) Assessoria a bispos, padres, religiosos e lideranças leigas católicas. Essa assessoria visa promover uma espécie de lavagem cerebral nos religiosos católicos de forma que possam ficar contra a doutrina pró-vida da Igreja e, com isso, passarem a defender o aborto e outros valores da cultura da morte.

7) Promoção de congressos, palestras e outras formas de formação da opinião dos profissionais liberais (advogados, psicólogos e outros) com o objetivo de formar uma visão geral favorável ao aborto.

8) Ampla presença na mídia, por meio de programas de rádio e TV, de assessoria a canais de comunicação e outras formas de manifestação midiática.

9) Demonização da Igreja Católica e de qualquer outra instituição religiosa que se oponha ao aborto. Essa demonização é feita sempre mostrando, em espaços como a grande mídia e a universidade, a corrupção, casos de pedofilia e outros problemas morais enfrentados por membros do clero católico. Como a Igreja, na maioria dos países latino-americanos, é a grande voz que defende a vida e, por conseguinte, luta contra o aborto, ela torna-se alvo constante das campanhas de difamação, feitas com muito dinheiro, pelos grupos pró-aborto.

10) Assessoria a parlamentares (senadores e deputados) com o objetivo de incentivá-los a proporem e aprovarem, no Congresso, projetos de lei para a liberação e o incentivo ao aborto.    

Continua...

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Ivanaldo Santos é filósofo e professor do departamento de filosofia e da Pós-Graduação em Letras (PPGL) da UERN. Livros publicados: Nietzsche: discurso introdutória (Editora Ideia, 2007), Aborto: discursos filosóficos (Editora, Ideia, 2008). ivanaldosantos@yahoo.com.br.