O Ano da Fé e o papa Francisco

Primeiro balanço do evento convocado por Bento XVI e dos efeitos da chegada do novo pontífice

Roma, (Zenit.org) Sergio Mora | 947 visitas

Dom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, fez ontem, na Sala de Imprensa do Vaticano, um primeiro balanço do Ano da Fé. Fisichella também respondeu às perguntas dos jornalistas depois de apresentar a Jornada dos Seminaristas, Noviços, Noviças e Pessoas em Caminho Vocacional, agendada para começar nesta quinta-feira, 4, e durar até o próximo domingo, 7 de julho, como parte do Ano da Fé.

“O balanço parcial, depois de passados três quartos do Ano da Fé, nos deixa muito felizes e muito gratificados. O trabalho foi grande e ainda vamos ter mais frutos. Podemos ver uma profunda experiência de fé que se completa nas dioceses”.

E avaliou: “Em primeiro lugar, estamos registrando [nas dioceses] um aumento constante de iniciativas nas paróquias e [temos] também o fato de que em muitas dioceses está sendo retomado o estudo dos documentos do concílio Vaticano II”.

Continua Fisichella: “Os bispos enviaram cartas com documentação e nos contam como foi vivida, por exemplo, a adoração eucarística nas dioceses. Um dos pontos mais importantes do Ano da Fé foi que o mistério da eucaristia esteve no centro em todo o mundo, uma manifestação silenciosa e de intensa oração, uma expressão profunda de unidade em torno da eucaristia”.

“Os dados estatísticos disponíveis indicam que as peregrinações a Roma estão aumentando. Desde 11 de outubro de 2012 até a semana passada, foram 4,5 milhões de peregrinos registrados, que vêm em grupos. E há mais alguns milhões não registrados, porque vêm por conta própria”.

O presidente do dicastério da Nova Evangelização reconheceu, porém, que “o central não é o número de fiéis, mas a experiência de fé e de nova evangelização, porque o Ano da Fé foi concebido como uma experiência de nova evangelização”.

Qual foi o efeito da eleição do papa Francisco para o Ano da Fé, perguntou ZENIT a dom Rino Fisichella.

“O efeito pode ser avaliado em diversos aspectos, como o grande número de pessoas que vêm para ver e escutar o papa Francisco. Este é um resultado imediato, mas o número não é o mais importante, e sim o empenho dos cristãos que decidem viver a sua fé”.

“O papa Francisco, tanto com as suas palavras quanto com a sua simplicidade, consegue chegar a todos, com a simplicidade das suas imagens e com seu estilo de vida sóbrio e essencial, e com seu desejo de encontrar a todos. Francisco se tornou um modelo que convida cada um de nós a viver a fé de maneira comprometida”.

Fisichella recordou os dados enviados pelos párocos, que apontam crescimento na celebração do sacramento da reconciliação. “Os párocos nos mostram que aumentaram as confissões e que muitas pessoas voltam porque se sentiram tocadas pela pessoa do papa Francisco”.

E convidou: “Agora cabe a nós, na realidade pastoral cotidiana, tocar em frente este compromisso”.