O Ano da fé no dia a dia de um leigo

Entrevista com Julio Modesto, estudante de teologia da FATEO (Faculdade de Teologia da Arquidiocese de Brasília)

Brasília, (Zenit.org) Thácio Siqueira | 1141 visitas

Júlio Modesto é estudante de Teologia da FATEO (Faculdade de teologia da Arquidiocese de Brasília), aposentado pelos Correios do Brasil, ministro extraordinário da eucaristia, casado há 30 anos com Ana Lídia Pacheco, tem três filhos, uma nora e duas netas;

Após a sua aposentadoria optou por fazer teologia e dedicar-se mais a Deus. E nesse Ano da Fé, como fruto pessoal da leitura da carta apostólica "Porta Fidei" de Bento XVI, resolveu ser um missionário dentro da sua própria realidade, desenvolvendo um apostolado com o nome "PROJETO PORTA FIDEI, Jesus Cristo: caminho, verdade e vida".

ZENIT conversou brevemente com o Sr. Júlio Modesto, em sua casa em Brasília, para saber como funciona o projeto, de onde ele tirou a inspiração para esse apostolado e quais são os seus objetivos.

Para maiores informações: projeto.porta.fidei@gmail.com

ZENIT: De que trata o seu apostolado chamado "Porta Fidei"?

Júlio: A ideia central é a seguinte. Que como leigo praticante do cristianismo dê um passo a mais: que transforme a ideia de ser um mero frequentador de missa dominical em eficaz mensageiro da Palavra do Senhor.

Principalmente me inspirei por meio do meu pároco, Pe.Agostinho, da paróquia São Paulo Apóstolo, do Guará I, que organizou uma feira da bíblia no mês da bíblia do ano passado.

ZENIT: Na prática, como funciona?

Júlio: Eu notei, depois da leitura da "Porta Fidei", e das próprias ideias partilhadas na FATEO, pelos colegas e professores, que todo mundo, na sua particularidade, deveria desenvolver um trabalho missionário.

Ao meu redor, me dei conta de que muitos são aqueles que ainda têm a Sagrada Escritura como livro de cabeceira, seja por falta de interesse ou por falta oportunidade. Inspirado nisso, resolvi, buscar junto ao meu pároco e às Edições CNBB, por preços acessíveis, bíblias, para presenteá-las àquelas pessoas que ainda não a possuem.

ZENIT: Quantas bíblias você pretende distribuir?

Pretendo distribuir tantas quantos forem os meus anos de vida terrena.

ZENIT: E por quê você escolheu a bíblia das Edições CNBB?

Porque é de uma linguagem acessível, completa e com explicações de Roda pé bem inteligíveis.

ZENIT: E há alguma preparação prévia que você oferece?

Júlio: Sim e não. Quando a pessoa se manifesta necessitada da Palavra eu lhe explico o sentido da importância do Cristo na vida dela. E quando a pessoa não me pergunta, então, eu vejo se há, de fato, interesse de conhecer a Palavra de Deus, e, se sabe ler, ofereço-lhe um exemplar da Sagrada Escritura das Edições CNBB.

ZENIT: Qual é a consequência disso?

Júlio: Surpreendente. Uma vez que se cria uma relação de interatividade cristã no novo contexto, que é o contexto do conhecer o Cristo, diretamente o Cristo, com base na Sagrada Escritura.

ZENIT: Qual é o seu interesse ao fazer esse projeto?

Júlio: Primeiro porque me encontro livre e aposentado para servir o Senhor Deus. Segundo porque é uma imensa alegria levar o Senhor às pessoas, quer seja através da Sagrada Escritura, quer seja através de gestos de solidariedade e de partilha. E por último, porque não vejo sentido na vida a não ser dar sentido à ela através do amor de Deus e do meu próprio reconhecimento como filho e criatura desse Deus infinitamente misericordioso, que tenho muita vontade conhecê-lo mais profundamente.

ZENIT: E você, como leigo estudante de teologia da FATEO, o que diria para os leigos do Brasil nesse ano da fé, e ano da Jornada Mundial da Juventude em nossa pátria?

Júlio: Que buscassem tomar a consciência de que a nossa participação como Igreja, que somos, é arregaçarmos a manga e irmos ao encontro dos anseios do Santo Padre.

Todos podem fazer algo. Eu especificamente busquei essa forma por causa dos meus estudos teológicos que me fizeram compreender a formação da Bíblia, a riqueza histórica e doutrinal, me deram uma dimensão de uma bem-aventurança eterna.

Desejo, portanto, que cada um use os seus dons e os disponibilize às ações do Espírito Santo para a Construção e manutenção da Santa Igreja, instituida por Cristo através de Pedro e que ficou bem claro que Jamais as portas do mal poderão prevalecer sobre ela. Por exemplo, se a pessoa canta, é músico, bom orador, etc, que ofereça os seus dons à Igreja de Cristo, ao próprio Cristo.