"O ataque nos pegou de surpresa, mas não tivemos medo"

Comentário do Monsenhor Sako, arcebispo de Kirkuk, depois do atentado no norte do Iraque

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ROMA, sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - "Não esperávamos um atentado, mas não acredito que éramos nós o alvo" por telefone com a Ajuda a Igreja que Sofre (AIS) - Itália, monsenhor Louis Sako, arcebispo de Kirkuk dos Caldeus, comenta sobre o atentado acontecido na quarta-feira, dia 11 de janeiro, na cidade localizada ao norte do Iraque.

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O Arcebispo acha que se os terroristas quisessem atingir o Arcebispado, poderiam ter feito diversamente, "sem criar tanta confusão". No momento dos disparos, Mons. Sako estava dentro do edifício. "Tinha acabado de retornar de uma visita na Paróquia de Santa Maria Virgem - relata - e depois de quinze minutos escutei os disparos".

Eram homens dentro de um carro branco, disparando contra o muro externo do Arcebispado e em algumas casas da vizinhança. "A nossa guarda de segurança respondeu imediatamente aos disparos - prosseguiu o Arcebispo - logo após, foram apoiados por outros policiais". No conflito, dois terroristas morreram e cinco agentes ficaram feridos. Monsenhor Sako confirmou que os terroristas não eram de Kirkuk, "provavelmente, vinham de Bagdá" - porque pessoas do local não teriam escolhido uma área tão protegida. "Neste bairro estão muitos soldados e policiais - explicou - Nossa rua é central, e se encontram alguns edifícios do Governo e dois hospitais, muito bem vigiados".

Monsenhor Sako não exclui a possibilidade de que os terroristas visassem à casa de Jala Niftaji, membro do Parlamento Central, "mas devemos esperar as investigações sobre o porquê do atentado". Imediatamente após o atentado, Monsenhor Sako saiu pelas ruas para verificar a situação e falar com o chefe de segurança. “Nós não temos medo e contamos com o apoio da população", assegura o Arcebispo.

Dom Sako disse a AIS, que a comunidade local cristã é bem vista e integrada. "Há anos temos uma ótima relação com os políticos e líderes religiosos. Trabalhamos arduamente para o diálogo e a paz e todos reconhecem que a Igreja, é a única que pode construir uma ponte entre as diversas partes da sociedade".