O Centro Televisivo Vaticano festeja 30 anos

Evento é marcado por encontro na Associação da Imprensa Estrangeira na Itália

Roma, (Zenit.org) Sergio Mora | 403 visitas

O Santo Padre publicou uma mensagem por ocasião dos 30 anos do Centro Televisivo Vaticano (CTV), destacando que não se trata apenas de recordar o aniversário, mas de fazer algumas reflexões.

“Quero enfatizar que o trabalho de vocês é um serviço ao evangelho e à Igreja”, disse Francisco, recordando que os documentos conciliares, com visão profética, sublinhavam "o quanto é importante o uso desses meios, de maneira que, como sal e luz, eles fecundem e vivifiquem o mundo, transmitindo a luz de Jesus Cristo e contribuindo para o progresso de toda a humanidade”.

O papa reconheceu, entretanto, que “a tecnologia nesta década viajou em alta velocidade, criando inesperadas redes interconectadas, e é necessário manter a perspectiva evangélica nesta espécie de rodovia global das comunicações”. Francisco observou que, ao criar o CTV, o beato João Paulo II quis “favorecer uma ação mais eficaz da Igreja nos meios de comunicação social para oferecer novos instrumentos comuns e desenvolver no mundo o papel universal da Igreja”.

O papa afirmou ainda que essa tarefa de contar o que acontece na Igreja “pede uma responsabilidade particular” que permita “ler a realidade numa perspectiva espiritual”, porque os eventos na Igreja respondem a uma lógica que não é a “a lógica das categorias, por assim dizer, mundanas”.

O presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, dom Claudio Maria Celli, recordou que 30 anos são uma idade de plena maturidade, mas não se trata de olhar para trás e sim para o desafio do futuro, em particular com o papa Francisco: ele é um papa que, além das palavras, enriquece a sua mensagem com os gestos, estando sempre perto das pessoas de hoje, de quem sofre e precisa de ajuda.

Por sua vez, a presidente da Rádio e Televisão Italiana (RAI), Ana Maria Tarantola, definiu o Centro Televisivo Vaticano como um ponto de referência de qualidade para a comunicação religiosa no mundo. Ela considera uma conquista saber acolher as oportunidades oferecidas pela indústria da comunicação, em particular nos últimos 15 anos, porque o CTV também se transformou em uma agência que oferece serviços. "Com vocação de serviço, para difundir o trabalho do papa e conectar o centro da cristandade com o resto do planeta. Um instrumento prestigioso de difusão da mensagem da fé".

“Temos alguns aspectos que nos unem”, prosseguiu Tarantola: “arquivar e informar. Por isso, a RAI é uma ‘hóspede’ privilegiada nas relações com o CTV. Uma relação que se consolidou no final dos anos 90”. A presidente da RAI recorda o amplo espaço que a emissora abre para os eventos do Vaticano, criando “um diálogo que enriquece crentes e não crentes”.