O escapulário carmelita, sinal de consagração a Maria

Fiéis poloneses testemunham a importância deste símbolo religioso que João Paulo II usou durante mais de 50 anos

Roma, (Zenit.org) Don Mariusz Frukacz | 604 visitas

A memória de Nossa Senhora do Carmo, que a Igreja celebra hoje, 16 de julho, é uma boa oportunidade para relembrarmos a importância do escapulário carmelita, sinal religioso muito importante na Polônia, a ponto de o beato João Paulo II tê-lo usado durante mais de 50 anos.

Para destacar a importância do escapulário na terra natal de Karol Wojtyla, Zenit reuniu alguns depoimentos de cristãos poloneses.

"O escapulário é um sinal da minha fé", afirma Julia Zyla. "Quando os outros vêem o meu escapulário carmelita, eles sabem que eu sou católica e que eu participo ativamente da vida da Igreja. Com ele eu quero mostrar para as pessoas a minha devoção a Nossa Senhora. E eu acho que esta é a melhor forma de evangelização".

Para Bernard Kociołek, que usa o escapulário desde criança, "é um sinal de que Maria cuida de mim, de que ela está sempre comigo e que ela é minha mãe. É também um sinal de fé em Deus, que nos momentos difíceis me ajuda a seguir em frente". A jovem Beata Kociołek também afirma que "ganhar o escapulário, para mim e para a minha família, foi uma espécie de estrada para o céu. Graças a ele, eu descobri que a Divina Providência nos abraça sempre".

O escapulário é muito importante para mim", declara Piotr Ostalski. "Com ele eu me sinto melhor e mais seguro, porque ele foi para mim, e continua sendo, uma grande ajuda em várias situações difíceis. Comecei a usar recentemente, em outubro do ano passado, porque eu queria que todos soubessem que eu sou uma pessoa que acredita em Deus e que reza. Eu acho que, com a nossa atitude, nós podemos mostrar aos outros que podemos ser felizes com Deus e viver uma vida cheia de alegria".

O jovem Kasper Urbaniak concorda: "Quando eu uso um escapulário, eu sei que Maria está sempre comigo, e, principalmente nas horas de sofrimento, me sinto muito melhor. Quando acontece de fazer alguma coisa errada, eu me sento no meu quarto, paro para rezar e sinto que Maria está bem perto de mim. Eu não tenho vergonha de usar o escapulário. Eu quero mostrar para os outros que um cara não precisa falar palavrão nem viver para o futebol, mas que ele pode ficar sempre com Cristo e não esconder a sua fé".

Para Mateusz Wolniewicz, "o escapulário é uma forma de reforçar a fé para ficar mais perto de Jesus e de Maria. Com o escapulário carmelita, eu sinto uma proteção especial. É uma grande ajuda para mim: a força extra e a motivação para lutar contra as dificuldades de cada dia".

É tocante, também, o testemunho da irmã Maria Goretti Wrobel, CR, que contou a Zenit: "O escapulário carmelita, para mim, é um sinal de uma vida nova sob o manto de Maria, a Mãe de Deus, que salvou a minha fé. Seis anos atrás, durante a minha formação, eu estava passando por uma profunda crise vocacional e queria sair da congregação. Eu não via nenhuma luz no meu caminho. Em junho, eu tinha certeza de que queria ir embora. Mas Jesus não desistiu de mim, e, através de um confessor, Ele me incentivou a rezar para Maria. Em agosto, na novena da festa de Nossa Senhora de Czestochowa, eu decidi confiar a minha vida a Maria e, como sinal disso, comecei a usar o escapulário. Hoje eu sei que estou firme", conclui ela, "e ainda estou descobrindo a beleza da minha vocação, com uma enorme gratidão a Deus por me permitir conhecer aquele confessor e, especialmente, por ter me dado a graça de reconhecer Maria como a minha mãe pessoal".