«O humanismo não se improvisa»

Segundo o bispo espanhol de Sant Feliu de Llobregat, Agustí Cortés

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CIDADE DO VATICANO, domingo, 24 de junho de 2007 (ZENIT.org).- O humanismo que emana do cristianismo não se improvisa e requer «trabalhar, pensar e rezar» para consegui-lo.



Quem o disse no sábado foi o bispo Agustí Cortés Soriano, vice-presidente da subcomissão episcopal de Universidades da Conferência Episcopal Espanhola, durante o encontro de espanhóis dentro do Congresso de Docentes Universitários Católicos Europeus em Roma (www.university2000.org).

Dom Cortés presidiu a sessão dedicada à identidade do professor universitário católico na Universidade Pontifícia Gregoriana, e na qual professores de universidades espanholas -- católicas ou públicas -- compartilharam atividades e lançaram sugestões para uma maior sinergia entre eles.

Entre as propostas, destacou-se a necessidade de criar um pensamento intelectual católico capaz de contrapor o pensamento midiático dominante na Espanha. Também se apresentou uma iniciativa da diocese de Madri de encontro interdisciplinar e interuniversitário de professores que se reúnem uma vez ao mês e que pertencem a diferentes realidades eclesiais e movimentos.

O bispo Cortés alentou a «colaboração» para enfrentar «desafios que nos superam» e disse que era importante sublinhar a «eclesialidade» da tarefa do professor universitário.

Por sua parte, o arcebispo de Tarragona, Jaume Pujol Balcells, afirmou que «a universidade é o cérebro da sociedade» e confortou os professores que se sentem «sozinhos» nos ambientes acadêmicos.

Pujol defendeu o «grande projeto cultural positivo» que a Igreja tem e agradeceu aos docentes pelo seu trabalho.

O secretário da subcomissão episcopal, Dom Agostín del Água, apresentou várias iniciativas deste departamento dos bispos espanhóis, como os congressos que já se fizeram em Los Negrales, Salamanca e Valladolid, seus livros de atas e sua revista, e apelou à cooperação.

Dom Agustín del Água solicitou aos professores sua colaboração com a comissão para tecer redes e coordenar-se melhor.