O milagre vivido na Jornada da Juventude deve se repetir todos os dias

Francisco recebeu hoje, o Comitê Organizador da JMJRio 2013

Cidade do Vaticano, (Zenit.org) Redacao | 485 visitas

O Papa Francisco recebeu em audiência, na manhã desta segunda-feira (7), na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano, os membros do Comitê Organizador da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro. Os membros do Comitê foram agradecer ao Santo Padre pela JMJ Rio 2013.

Francisco recebeu com “alegria especial” o grupo, guiado pelo cardeal Dom Orani, nove meses após sua “inesquecível viagem ao Brasil”, onde foi “recebido de braços abertos pelo povo carioca”, afirmou.

Em seu discurso, o Papa “falando de coração” fez a seguinte confidência: “Quando cheguei ao Brasil, no meu primeiro discurso oficial, disse que queria ingressar pelo portal do imenso coração dos brasileiros pedindo licença para bater delicadamente à sua porta e passar a semana com o povo brasileiro. Porém, ao término daquela semana, voltando para Roma, cheio de saudades, dei-me conta de que os cariocas são uns “ladrões”! Sim, “ladrões”, pois roubaram o meu coração! Aproveito a presença de vocês aqui hoje para agradecer-lhes por este “roubo”: Muito obrigado por terem me contagiado com o entusiasmo de vocês lá no Rio de Janeiro, e por hoje me ajudarem “matar” as saudades do Brasil.”

Recordando todos os leigos, religiosos, sacerdotes e bispos que “deram a sua contribuição generosa durante a Jornada”, Francisco convidou a “olhar para atrás e ver que as horas de trabalho, os sacrifícios, até mesmo os desentendimentos passageiros são pouca coisa quando comparada com a grandiosidade da ação de Deus sobre os nossos pobres recursos humanos”.

“É a dinâmica da multiplicação dos pães”, continuou o Papa citando a passagem do Evangelho quando Jesus pediu aos apóstolos que dessem de comer à multidão: “estes sabiam que isso era impossível. Porém, foram generosos. Deram ao Senhor tudo aquilo que tinham. E Jesus multiplicou os seus esforços. Não foi assim que aconteceu com a Jornada Mundial da Juventude?”, recordou o Papa.

Continuando seu discurso ao Comitê, o Papa disse que “não só devemos olhar para trás”, antes, “olhar para o futuro, fortalecidos com a certeza de que Deus sempre multiplicará os nossos esforços”. E exortou que “este milagre vivido na Jornada da Juventude deve se repetir todos os dias, em cada paróquia, em cada comunidade, no apostolado pessoal de cada um! Não podemos ficar tranquilos sabendo que há ainda «tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida» (Exort. ap.Evangeliigaudium,45)”, afirmou.

E recordou as três ideias que “resumem toda a mensagem da Jornada Mundial da Juventude: ide, sem medo, para servir”. Devemos ser uma “Igreja em saída” (cf. ibid., 20), como discípulos missionários que não tem medo das dificuldades”.

Por fim, Francisco recordou o exemplo de José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil, numa de suas cartas: «Nada é difícil para aqueles que acalentam no coração e têm como fim único a glória de Deus e a salvação das almas, pelas quais não hesitam em dar a sua vida» (Carta ao Padre Tiago Laynez). “Pois é pela sua intercessão que lhes animo a seguir adiante, com alegria e coragem na bela missão de manter viva no coração dos brasileiros a chama de amor por Cristo e pela sua Igreja. Novamente agradeço a presença de vocês e peço-lhes que nunca deixem de rezar por mim. Muito obrigado!”, concluiu o Santo Padre. 

(MEM)