O mosteiro de São Bento de São Paulo

Um respeitável ícone no coração de São Paulo.

Amparo, (Zenit.org) Vanderlei de Lima | 931 visitas

Neste dia dedicado a São Bento (480-587), patriarca do Ocidente, desejo lembrar, com gratidão, que dentre os vários mosteiros beneditinos do Brasil, está o de São Bento, no Largo homônimo, na área central de São Paulo.

Sua história teve início em 1598, ano em que Mauro Teixeira, irmão beneditino, vindo de São Vicente, litoral paulista, ergueu uma capela de taipas próxima à taba do cacique Tibiriçá, no planalto dos Piratiningas.

O fato não se deu sem razão, pois ali era a parte mais alta de toda a região. No mesmo local da capelinha de outrora, está, hoje, o mosteiro. Trata-se de uma propriedade em um quadrilátero com área de 20 mil metros quadrados situado entre o Vale do Anhangabaú e a famosa Rua 25 de Março.

A construção compreende a Abadia (onde moram os monges), a Basílica de Nossa Senhora da Assunção, a conceituada Faculdade de Filosofia, criada em 1910, e o tradicional Colégio São Bento que, inaugurado em 1903, ainda se destaca entre os bons institutos de ensino fundamental e médio de São Paulo.

O órgão da Basílica, formado por 7.000 tubos, é o melhor do país e costuma enriquecer as cerimônias litúrgicas ou outros eventos culturais, bem como a já tradicional Missa solene aos domingos às 10 horas.

De grandiosa beleza são também as peças sacras e a arquitetura. Isso sem falar na imponente biblioteca, no interior da Abadia, que conta com cerca de 100.000 livros, incluindo obras raras de séculos distantes e também tomos modernos de várias áreas do saber. Inegavelmente, tudo isso torna aquele espaço cultural um respeitável ícone no coração de São Paulo.

Cabe destacar também a confecção de pães que atraem o paladar da comunidade paulistana e de turistas de vários lugares que visitam uma das maiores metrópoles do mundo bem como a hospedaria do mosteiro sempre aberta, segundo o desejo de São Bento, em sua Regra capítulo 53, para os hóspedes que ali chegam.

O autor destas linhas registra, agradecido, que já teve por diversas vezes a graça de poder conviver entre os beneditinos de São Paulo por ocasião de cursos, retiros ou outros trabalhos na capital paulista e é, por isso, muito grato aos recentes Abades (Dom Izidoro, Dom Luiz e Dom Mathias) que, pessoalmente ou na pessoa do monge hospedeiro, sempre o receberam muito bem.

Possa, pois este dia de São Bento ser de graça e revigoramento àquela acolhedora comunidade. Tão acolhedora que hospedou, em 2007, o Santo Padre Bento XVI, durante sua visita ao Brasil para, entre outras atividades, canonizar o frade franciscano Antônio de Sant’Ana Galvão, cujo corpo está sepultado no Mosteiro da Luz, de religiosas concepcionistas, não muito longe dali.

Quem desejar mais informações ou contatos, pode se dirigir ao próprio mosteiro de São Bento pela internet no http://www.mosteiro.org.br.

De minha parte, prometo um dia, se for da vontade de Deus, publicar um trabalho mais completo sobre esse claustro beneditino no centro de São Paulo. Claustro que é, sem dúvida, um referencial para fazer chegar aos céus, diariamente, o louvor divino, apesar do corre-corre presente em uma das maiores cidades do mundo.