O nascimento de Maria

Coluna de orientação catequética aos cuidados de Rachel Lemos Abdalla

Campinas, (Zenit.org) Rachel Lemos Abdalla | 1079 visitas

No dia 08 de setembro a Igreja celebra o nascimento de Maria. Mas, quem é Maria?

Maria é a Mãe de Jesus! Esta é a primeira resposta que nos vem ao coração e podemos então expressar.

Mas como fica essa verdade dentro de nós? E na nossa vida? Maria lá e eu aqui? Desde quando ela é nossa Mãe, sua Mãe?

Jesus, pregado à cruz, ao ver sua Mãe e, ao lado dela, o discípulo que Ele amava, disse a ela: Mulher, eis o teu filho! Depois disse ao discípulo: Eis a tua mãe! A partir daquela hora o discípulo a acolheu junto de si.

Daquele momento em diante, quem será que cuidava de quem? O filho, de sua Mãe ou a Mãe, de seu filho? Maria é a Mãe, é quem cuida e ama infinitamente, porém Jesus a colocou sob os cuidados do seu discípulo. Ali, certamente, havia uma troca amorosa de cuidados e carinho.

Jesus é o Filho Único de Maria e nesse momento, ao entregar o discípulo amado à sua Mãe, ele – o discípulo – assume a filiação de Jesus por todos nós, e, ao entregar sua Mãe a João, entregou-a também a nós, que somos irmãos por meio Dele.

Paulo, em sua carta aos Romanos, escreve: Jesus é o primogênito entre uma multidão de irmãos. Aqui, não só somos colocados como filhos de Maria e irmãos de Jesus, como também somos chamados à responsabilidade de sermos como Jesus em sua santidade e perfeição.
Desde então, Maria é verdadeiramente sua Mãe, Mãe de todos nós que cremos em seu Filho Jesus.

Mas ela está nos céus, é Rainha de todos os anjos e santos... está tão longe... Engana-se quem pensa assim. O que uma mãe sente pelo seu filho e como age na vida dele? Quem nos gerou, nos trouxe ao mundo e nos criou?

Mãe. Essa palavra, esse ser, traduz amor. Imagine o Amor de Maria para com o Filho de Deus... esse Amor é o mesmo por nós. Portanto, se Maria é nossa Mãe e nos ama, ela também cuida de nós, faz muitas coisas para cada um de seus filhos.

Você nunca percebeu? Nunca viu nem sentiu nada? Muitos fatos curiosos acontecem diariamente no nosso cotidiano. São coincidências? Pobre daquele que não confia na providência maternal e divina! Isso é, sim, “Teocidência”, coisas de Deus!

Nós somos livres para querer, ou não, o Amor e os cuidados de Maria como nossa Mãe. Se confiamos nela, a teremos bem perto de nós e lhe daremos uma alegria infinita por desejarmos seu Amor. Mas, se não... ela, mesmo assim, não se esquece de ninguém, e ai de nós se ela se esquecesse de cada um de seus filhos.

João, o discípulo amado, representa, em sua pessoa, toda a humanidade. Ele acolheu Maria. Experimente você também, o aconchego do colo daquela que amamentou Jesus e O acalentou no seu sono, e sinta seu calor e sua proteção maternal. Descubra, no colo dela, os segredos do silêncio, da força, da paciência, da prudência, da bondade, da entrega ao Pai, da confiança... e se deixe embriagar pelo prazer dessa entrega à Mãe.

Foi no Calvário, no ápice da sua dor de Mãe e da dor de seu Filho, no momento da crucifixão, da ingratidão humana, foi nessa hora que Maria, o tesouro de Jesus, nos foi entregue por meio de João, que a acolheu. Quanta dor havia no coração dos dois que se acalentaram para minimizar o sofrimento da alma.

Permita-se, a si mesmo, acolher a Mãe de Deus e apodere-se desse direito que lhe foi dado também. Você não precisa encontrá-la somente na hora da dor e do sofrimento. Ela já é sua Mãe: basta olhar para ela, procurá-la e encontrará seu acolhimento maternal.

Jesus, lá nos céus, o cobrirá de bênçãos por amá-la e acalentá-la, e ela o abraçará e estará sempre ao seu lado como companheira fiel e companhia incomparável na sua vida.

“A Santíssima Virgem é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Desde remotíssimos tempos é venerada sob o título de ‘Mãe de Deus’, sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades.”

“Maria, em perfeita docilidade ao Espírito, experimenta a riqueza e a universalidade do amor de Deus, que lhe dilata o coração e a torna capaz de abraçar todo o gênero humano. Deste modo, é feita Mãe de todos e de cada um de nós. Mãe que nos alcança a misericórdia divina.”

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