O Natal é a festa do canto dos anjos

Com o presépio, São Francisco tornou visível o mistério do Natal

Roma, (Zenit.org) Sergio Mora | 342 visitas

Na igreja de Santa Maria in Navicella, conhecida também como a “Chiesa Nuova” em italiano e situada entre o Vaticano e o centro de Roma, o Coral Pontifício da Capela Sistina apresentou no último sábado, 14 de dezembro, um concerto natalino que começou com canto gregoriano e terminou com uma interpretação do Adeste Fideles que acrescenta um trecho da versão britânica. A versão entrou no repertório depois que o coral da Sistina cantou com o coro anglicano da abadia de Westminster, em Londres.

Após o evento, o mestre de cerimônias do Vaticano, mons. Guido Marini, se dirigiu aos presentes e ao coral e agradeceu não apenas pelo concerto, mas por todo o trabalho feito durante o ano nas celebrações litúrgicas do papa.

“O natal é justamente a festa do canto, mas a festa de um canto muito particular: a festa do canto dos anjos. Um canto cuja beleza é inacessível e inalcançável, porque ninguém consegue alcançar a voz angélica, por mais talentoso que seja. Mas também porque eles cantam seguindo a vontade de Deus”, disse Marini.

Falando para os membros do coral, ele prosseguiu: "Vocês têm essa graça enorme, essa grande tarefa de ser o eco do canto dos anjos na liturgia. E por isso nós agradecemos. Nós sabemos que não podemos cantar como os anjos do Natal, mas, com a nossa vida, podemos de alguma forma glorificar a Deus, e, na medida em que a nossa vida estiver em sintonia com Ele, a nossa vida se transforma num canto de glória".

"O que eu lhes desejo este ano é justamente isso: que os anjos que cantam nos ajudem a recordar que a nossa vida é autêntica quando ela se rende à vontade de Deus. O desejo mais belo que podemos formular para quem canta não é apenas que essa experiência do canto se prolongue no tempo, mas, principalmente, que a vida deles se torne um canto".

Ao terminar a cerimônia, perguntado por ZENIT sobre a importância do presépio e dos cantos para o menino Jesus nas casas das famílias, mons. Marini declarou:

"É importante porque a tradição do presépio, que nasceu no coração e na mente de São Francisco, era justamente o desejo de tornar visível e tangível o mistério do Natal. Manter viva essa tradição, consolidá-la, alimentá-la, eu acho que é muito importante para termos familiaridade com o coração do mistério do Natal".

"O canto natalino em família, na dimensão popular do canto, é importante porque é um reflexo do canto dos anjos. E a nossa vida, em especial no Natal, tem que ser um canto. E ela é, se aderimos a Deus, que se faz criança".