O nome do Papa é apenas 'Francisco'

Passou pela Casa do Clero e pagou a conta. Tem um programa intenso. O estilo do Papa definirá as medidas de segurança

Roma, (Zenit.org) Rocio Lancho García | 1347 visitas

No sábado encontra os comunicadores, no domingo tem o angelus, na terça-feira é a missa de abertura do pontificado, e na quarta-feira encontro ecumênico. Este é o programa para os próximos dias. E seu nome de Papa “é Francisco e não Francisco I”.

São informações dadas hoje pelo diretor da Sala de Imprensa, padre Federico Lombardi, na coletiva de imprensa no Mediacenter, acompanhado pelo porta-voz espanhol, mons. José María Gil Tamayo; e pelo porta-voz de língua inglesa, padre Thomas Rosica.

Durante a apresentação de hoje, os jornalistas presentes no Mediacenter, agradeceram o padre Lombardi  e o aplaudiram pelo trabalho que fez para facilitar o trabalho da mídia.

"Ficamos impressionados com a sua atitude e gestos que todos nós vimos. Começamos com o fato de que tenha se apresentado como bispo de Roma, com esse carinho peculiar que conquistou massivamente a praça de São Pedro. Com essa aparição que os encheu de alegria”. E acrescentou: “Eu não esperava, foram surpresas muito positivas”.

"Depois de ser eleito papa recebeu na Capela Sistina, a saudação dos cardeais. Francisco recebeu a homenagem de pé e diante do altar e não sentado."

Como viram, “cumprimentou do balcão de São Pedro, com a batina muito simples sem a mozeta, e com a cruz que era a mesma de bispo. E as coisas que fez e disse nem precisamos repetir”. A cruz do papa Francisco é de prata oxidade, um metal relativamente comum na América Latina.

"Ter querido ao vigário de roma do seu lado, foi um aspecto novo com relação ao passado”, disse e acrescentou que “o fato de pedir a oração do povo sobre ele foi outra característica. A benção de Deus através da oração do povo”.

Voltando para a basílica de Santa Marta de residência, preparou o carro oficial era 001 e mudança SCV queria voltar para os outros cardeais no ônibus, como tinha sido um cardeal. Após o jantar, que teve lugar em uma atmosfera festiva, disse algumas palavras de agradecimento e disse: "Que Deus te perdoe pelo que você fez".

"Mais tarde - continuou Lombardi - telefonou para o Papa emérito Bento XVI, e não demorará muito para visitá-lo em Castel Gandolfo, mas não o fará de modo iminente”, disse.

Sobre o dia de hoje, indicou que às 8h foi a Santa Maria Maior para homenagear Nossa Senhora, acompanhado do arcipreste Abril y Castelló, cardeal turolense, e foi acolhido pelo capítulo da Capela, os confessores, e aqueles que trabalham lá.

(Veja: http://www.zenit.org/pt/articles/primeiro-ato-do-papa-flores-para-nossa-senhora)

"Depôs o ramalhete aos pés do altar, ficou rezando e um pouco sentado também. Passou pela parte inferior do altar de onde segundo a tradição, está o nascimento de Jesus. E orou no altar em que Santo Ignácio celebrou a sua primeira missa de Natal. Um lugar significativo para os jesuítas”, disse. Parou ali diante da tumba de São Pio V. No espaço da basílica cumprimentou os leigos e pessoas presentes".

“Voltou para o Vaticano - lembrou o porta-voz que estava lá presente - em um dos carros da Gendarmeria,  ou seja, de modo bastante simples. Passou pela casa do clero na rua da Scroffa, onde morava antes do conclave. Pagou a conta, tanto até mesmo para dar exemplo, e foi para Santa Marta”.

A missa de hoje na Capela Sistina, será em latim com as leituras em italiano, veremos se faz a homilia em italiano, também ser expontânea, e provavelmente não teremos antes um texto na mão. “Poderemos encontrar elementos muito importantes na mesma”, indicou Gil Tamayo.

"Nesta tarde, depois da missa na Capela Sistina, irá para os apartamentos pontifícios no Palácio Apostólico e tirará os selos, de modo que possam começar os trabalhos de reforma que serão bem rápidos. E o papa ficará por enquanto na Santa Marta”.

Amanhã sexta-feira 15 na Sala Clementina, o Papa cumprimenta todos os cardeais, não apenas os eleitores. É uma reunião familiar em que cada um cumprimenta o santo padre num ambiente mais simples.

No sábado, na Sala Paulo VI, o Santo Padre encontra os jornalistas, sem maior credenciamento que um documento da imprensa e podem convidar também os operadores da comunicação que desejarem.

No domingo será a primeira oração do Angelus da famosa janela que dá para a praça de São Pedro. E na terça-feira, 19, festividade de São José – esperando que o tempo seja bom – a missa será na praça. Não haverão ingressos, o acesso é livre e cada um chega até onde conseguir ir, foi o que disseram.

Na quarta-feira, 20, pelo contrário, não terá audiência geral, ainda que dará audiência aos ‘delegados fraternos’ ou seja das igrejas cristãs, ainda que poderá se estendido aos representantes de outros credos.

"Sobre as medidas de segurança, como conciliá-las com o novo papa, serão definidas por Francisco de acordo com a sua linha pastoral. E chegou um novo estilo, como já vimos”, indicou o porta-voz em espanhol.

Sobre o fato de que o estilo de Francisco seja mais parecido ao de João XXIII que ao de Bento XVI, o padre Lombardi, pediu para esperar um pouco mais, para dar um juízo mais acertado. Ainda que seja claro que Bento morou mais num ambiente acadêmico e universitário, enquanto que Francisco numa diocese populosa com muito trabalho pastoral.

"Nós jesuítas não estamos acostumados à ideia de um papa, porque pela nossa espiritualidade estamos mais ao serviço no fronte do quena direção da Igreja – disse Lombardi – e vivo-o como um trabalho de serviço, de missão, muito particular que nenhum jesuíta nunca teve”.

Sobre a saúde do Papa disse que há uns 40 anos teve uma doença na qual perdeu uma parte de um pulmão, mas isto foi totalmente curado.