O papa deseja que o processo de paz tenha êxito na Colômbia

A ministra de Relações Exteriores da Colômbia, Maria Ángela Holguín, conversou durante alguns minutos com Sua Santidade, o papa Francisco, sobre os avanços do processo de paz na Colômbia

Madri, (Zenit.org) Sergio Mora | 259 visitas

A ministra de Relações Exteriores da Colômbia, Maria Ángela Holguín, conversou durante alguns minutos com Sua Santidade, o papa Francisco, sobre os avanços do processo de paz na Colômbia, depois da cerimônia de canonização dos papas João XXIII e João Paulo II, neste domingo, no Vaticano.

A chanceler explicou ao Santo Padre os avanços no processo de paz. “Ele me perguntou sobre os progressos, esperançado nos resultados, e mandou uma saudação ao presidente Santos, esperando, igualmente, que o processo [de paz] tenha êxito”.

Previamente, a ministra teve uma reunião de uma hora com o secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolín, com quem também tratou do tema. “Eles [o papa e Parolín] estão acompanhando muito o processo de paz, mandando mensagens de paz para que o processo avance”.

Sobre este encontro, a ministra revelou que o Vaticano está “bastante informado” sobre as atuais conversações entre o governo e as FARC.  “Comentamos o tema e isso demostra o interesse da Igreja e do Vaticano pela Colômbia e pela solução desse conflito de tantos anos”.

“Dom Salazar certamente manda informes. Eles querem saber que mensagens podem dar em prol da paz. Estão muito esperançados de que a Colômbia consiga esses acordos, para podermos viver todos em paz”.

Ao tomar conhecimento das palavras que o papa lhe enviou, o presidente Juan Manuel Santos declarou: "Essa paz vai nos permitir, se Deus quiser, se a conseguirmos, que não haja mais vítimas, que não seja mais preciso, no futuro, que esses heróis percam partes do corpo defendendo os colombianos".

Santos destacou a importância das Forças Militares e dos seus integrantes, ressaltando que a carreira é uma "pequena homenagem a todos os que ofereceram a vida por nós".

O processo de paz, com os diálogos que acontecem em Cuba, completaram 17 meses. Na eleição presidencial deste próximo 25 de maio, com Santos como candidato à reeleição, o voto expressará o grau de apoio da opinião pública ao fim do conflito armado, pelo menos com o grupo das FARC.

Na mesa de diálogo, estaria a ponto de ser finalizado o quinto item da agenda: os cultivos ilícitos de coca. O sexto ponto será a reparação às vítimas. Andrés París, um dos negociadores, indicou que a “narco-guerrilha” tem a uma proposta de reparação, mas que ela "não inclui a prisão". Devido aos crimes atrozes que as FARC cometeram, boa parte da opinião pública quer que eles reconheçam a própria culpa e paguem por ela. Sobre o assunto, em outubro do 2012, o guerrilheiro Jesus Santrich foi questionado em Oslo sobre os assassinatos cometidos e perguntado se pediria perdão. Ele foi muito eloquente: “Quizá, quizá, quizá” [“Talvez, talvez, talvez”].