O papa Francisco se reúne com milhares de casais de namorados no dia de São Valentim

Cerca de 25 mil casais festejaram no Vaticano ao lado do Santo Padre, que enfatizou a beleza do sim para sempre

Cidade do Vaticano, (Zenit.org) Sergio Mora | 708 visitas

Numa manhã de sol radiante depois de várias semanas de chuva intensa, cerca de 25 mil casais se reuniram hoje em Roma, na Praça de São Pedro, para festejar o dia de São Valentim junto com o papa Francisco. A data equivale, em grande parte dos países, ao dia dos namorados, que no Brasil é celebrado em 12 de junho.

A festa quis recordar a beleza do sim para sempre. Música, poesias e depoimentos prepararam o ambiente para a chegada do papa, que, pouco depois do meio-dia, no horário de Roma, chegou em meio a aplausos de entusiasmo.

A iniciativa foi organizada pelo Pontifício Conselho para a Família e contou com a presença de casais de 28 países. “Há três semanas, não prevíamos um sucesso tão grande desta iniciativa”, declarou dom Vincenzo Paglia, presidente do dicastério. “Isso demonstra que existem jovens indo contra a corrente e desejando que o seu amor dure para sempre e seja abençoado por Deus, mesmo que o mundo em que eles vivem não acredite que essa relação vá durar eternamente e prefira que cada um só pense em si mesmo”.

Entre os testemunhos, um jornalista norte-americano contou como conheceu uma jovem inglesa ao visitar o presépio da Praça de São Pedro. O namoro progrediu até se transformar em casamento.

Um casal de meia idade, com 35 anos de matrimônio, contou que se conheceu em um acampamento de verão. Ele, ateu, não acreditava sequer na união para toda a vida, e ela, pouco praticante, acabou sendo convidada para um retiro em que descobriu Jesus Cristo. Foi ela quem retransmitiu o encontro com Cristo para ele.

O papa chegou pouco depois do meio-dia, na hora local, a bordo do papamóvel, ao som do tema da Jornada Mundial da Juventude e em meio aos aplausos dos 25 mil casais presentes na praça.

Depois de recordar que São Valentim foi bispo da cidade italiana de Terni e morreu martirizado porque casou um soldado romano pagão com uma jovem cristã, dom Paglia destacou que os jovens reunidos para este encontro querem “um sim para sempre”, em contraste com a cultura do provisório e do descartável.

Em seguida, três casais fizeram perguntas ao papa, que as respondeu avisando, bem humorado, que as perguntas já tinham sido apresentadas a ele previamente e que por isso ele já tinha preparado as respostas. Embora ele tenha lido uma parte delas, preferiu responder a maior parte improvisando, o que motivou aplausos entusiasmados na Praça de São Pedro.