O Papa que gostariamos de ter

Amplo debate sobre como poderia ser o próximo Papa. Um jovem asiático ou um papa de transição?

Roma, (Zenit.org) Antonio Gaspari | 1169 visitas

Mais nos aproximamos do Conclave, mas aumentam os rumores sobre os candidatos que poderiam ser eleitos Papa. Os desejos dos fieis são claros. Das entrevistas, dos blogs, dos pensamentos que se publicam livremente no Facebook e no Twitter sente-se uma grande saudade de um Pontífice como o jovem João Paulo II, um candidato humilde e bom, grande comunicador, que encontra as pessoas em todas as partes do mundo, que entusiasma os jovens e que enche as praças do planeta.

Com grande respeito por Bento XVI, são explícitos também os desejos de um Pontífice sólido e claro na doutrina, o ideal seria um mix entre o entusiasmo e a alegria de João Paulo II e um jovem Joseph Ratzinger.

Um dado sobressai, os fieis rezam e invocam o Espírito Santo para que o próximo Pontífice seja jovem, no corpo e no coração. Muitos sofrimentos passados com os últimos anos de agonia de João Paulo II e a renúncia de Bento XVI.

O povo de Deus é paciente e confiante na obra do Espírito Santo. Se alegrará e agradecerá ao Senhor por um novo Pontífice, mas não há dúvida de que as expectativas seriam um pouco frustradas se houvesse um candidato de transição.

Em termos de situação geopolítica, a decadência e os escândalos da Europa e dos Países de antiga evangelização é tal, que talvez chegou a hora de se pensar num Papa não europeu. No velho continente faltam os jovens e as vocações, enquanto que crescem na América Latina, África e Ásia.

O Continente em que o número de vocações e de batismo é mais alto, onde vivem mais jovens e onde o cristianismo tem grande difusão é a Ásia.

Trata-se também do continente que está emergindo como super potência mundial e onde o cristianismo poderia oferecer soluções caridosas e humanizadoras ao exasperado utilitarismo, a um materialismo que apaga as pessoas, às políticas que suprimem as filhas mulheres.

Um eventual Pontífice asiático poderia também encontrar a solução para a difícil relação com a China.

Claro, seria um grande passo adiante, um ato de coragem que colocaria a Igreja na frente de todos. Foi assim também com a escolha de Karol Wojtyla, o papa polonês que tanto contribuiu para a Igreja e para o mundo.

Um Papa asiático faria crescer muito o número de conversões e de peregrinos para a Igreja de Roma.

A este respeito, devemos lembrar que a maior Jornada Mundial da Juventude aconteceu em Manila com cinco milhões de jovens e que as Filipinas é o terceiro país com maior número de católicos no mundo. Menos que Brasil e México, mais do que Estados Unidos e Itália.

É verdade que nos encontramos diante de um evento histórico, mas a renúncia ao Pontificado do Papa emérito Bento XVI, não é talvez um sinal de grandíssima descontinuidade para reforçar e acelerar o processo de renovação e nova evangelização?.