O Papa que gostariamos de ter

Amplo debate sobre como poderia ser o próximo Papa. Um jovem asiático ou um papa de transição?

Roma, (ZENIT.org) Antonio Gaspari | 1451 visitas

Com grande respeito por Bento XVI, são explícitos também os desejos de um Pontífice sólido e claro na doutrina, o ideal seria um mix entre o entusiasmo e a alegria de João Paulo II e um jovem Joseph Ratzinger.

Um dado sobressai, os fieis rezam e invocam o Espírito Santo para que o próximo Pontífice seja jovem, no corpo e no coração. Muitos sofrimentos passados com os últimos anos de agonia de João Paulo II e a renúncia de Bento XVI.

O povo de Deus é paciente e confiante na obra do Espírito Santo. Se alegrará e agradecerá ao Senhor por um novo Pontífice, mas não há dúvida de que as expectativas seriam um pouco frustradas se houvesse um candidato de transição.

Em termos de situação geopolítica, a decadência e os escândalos da Europa e dos Países de antiga evangelização é tal, que talvez chegou a hora de se pensar num Papa não europeu. No velho continente faltam os jovens e as vocações, enquanto que crescem na América Latina, África e Ásia.

O Continente em que o número de vocações e de batismo é mais alto, onde vivem mais jovens e onde o cristianismo tem grande difusão é a Ásia.

Trata-se também do continente que está emergindo como super potência mundial e onde o cristianismo poderia oferecer soluções caridosas e humanizadoras ao exasperado utilitarismo, a um materialismo que apaga as pessoas, às políticas que suprimem as filhas mulheres.

Um eventual Pontífice asiático poderia também encontrar a solução para a difícil relação com a China.

Claro, seria um grande passo adiante, um ato de coragem que colocaria a Igreja na frente de todos. Foi assim também com a escolha de Karol Wojtyla, o papa polonês que tanto contribuiu para a Igreja e para o mundo.

Um Papa asiático faria crescer muito o número de conversões e de peregrinos para a Igreja de Roma.

A este respeito, devemos lembrar que a maior Jornada Mundial da Juventude aconteceu em Manila com cinco milhões de jovens e que as Filipinas é o terceiro país com maior número de católicos no mundo. Menos que Brasil e México, mais do que Estados Unidos e Itália.

É verdade que nos encontramos diante de um evento histórico, mas a renúncia ao Pontificado do Papa emérito Bento XVI, não é talvez um sinal de grandíssima descontinuidade para reforçar e acelerar o processo de renovação e nova evangelização?.