O Papa se encontra com Paul Bhatti e assegurou suas orações pelos cristãos do Paquistão

O encontro foi na manhã de hoje, depois da Audiência geral. Junto com o ex-ministro também a mãe que comoveu o Papa convidando-o a visitar o país

Roma, (Zenit.org) Redacao | 352 visitas

No final da Audiência Geral de hoje, o Papa Francisco recebeu o ex-ministro cristão paquistanês Paul Bhatti, irmão de Shahbaz, que foi morto há três anos pelos fundamentalistas islâmicos juntamente com sua mãe. Um momento tocante como dito pelo mesmo Bhatti a Rádio Vaticano: "Para mim, foi uma grande emoção - diz ele - não só por ter visto o Santo Padre, que eu tenho visto em outras ocasiões, mas por tê-lo visto com a minha mãe. Era, na verdade, um grande desejo seu tê-lo encontrado e compartilhado alguns de seus pensamentos. O seu primeiro pensamento foi que ela quer rezar pelo Papa, que está fazendo um trabalho muito bom para todos os cristãos do mundo, e mais especialmente para os cristãos que são perseguidos neste momento, especialmente no Iraque e no Paquistão".

"Ela tem compartilhado esse sentimento - acrescenta - me pedindo para traduzi-lo. E eu disse ao Santo Padre que minha mãe reza por ele e convida-o ao Paquistão, apesar da situação difícil dos cristãos. Ela, no entanto, insiste, embora seja complicado; é um pedido seu. Os cristãos são seus filhos e acho que um pai, em um momento de dificuldade, deve lembrar-se deles”.

"Eu vi o Santo Padre comovido", diz ainda o ministro, "eu vi que ele não tinha palavras e abraçou minha mãe, apertou sua mão e disse-me que ele está perto de nós e rezará por nós". Isso significou muito mais do que mil palavras. O Papa assegurou depois à senhora Bhatti: "Estou com vocês! Deus vos abençoe!", e acrescentou: "Rezo por vocês, estou com vocês e, por tudo o que eu possa fazer, estou disponível".

"Foi um momento muito forte para mim", disse Paul Bhatti. “Conheço o Papa e o que ele transmitiu, em silêncio, foi um sentimento de grande amor”. Em uma época de grande perseguição dos cristãos no Paquistão, assim como no Iraque, é essencial que o Papa mostre essa aproximação, principalmente com a oração. “"Eu acho que é uma das coisas mais importantes – diz o ministro - porque são perseguidos por causa da sua fé. E a fé é uma coisa que nos liga a todos nós, nos une a todos. A Mãe Igreja é uma só e o Papa Francisco é a força suprema!”

A proximidade do Papa, portanto, o seu amor e a sua oração "são claramente de grande incentivo para todos". "Nós - diz o irmão de Shahbaz Bhatti - vivemos para a nossa fé e por essa razão muitos de nós estamos dispostos a viver e morrer por nossa fé". No Paquistão há muitos casos desse tipo, de pessoas, ou seja, que estão sofrendo ou que estão na prisão por razões de fé, começando com Asia Bibi.

A este respeito, Paul Bhatti manifestou o desejo "de que Deus nos ajude a levar a paz e a convivência pacífica entre as outras religiões". Recordou depois "as figuras de uma outra fé (muçulmana, ndr), como a de Salmaan Taseer, que lutou pelos cristãos, sabendo que foi ameaçado de morte pela defesa de Asia Bibi, mas aceitou". A esperança, diz ele, é que "um dia, mantendo-se os diferentes credos, possa levar uma convivência pacífica ao mundo”, graças a pessoas “sensíveis”, também muçulmanas, “que acreditam na dignidade do homem, na paz e no amor”.

Uma esperança que hoje encontrou nova força no encontro com o Papa, juntamente com o incentivo pelo compromisso do ex-ministro em favor dos cristãos e das outras minorias. “Eu – declara aos microfones da emissora – diria que antes de mais nada encontro força para mim mesmo, porque esta força é também das pessoas que estão ao redor. E me lembro, também desta vez, há dois anos, quando falei diante do Santo Padre na Jornada dos movimentos e senti a proximidade de todo o povo italiano, que demonstrou com os seus aplausos e os seus sentimentos, quando dei o meu testemunho e falei do meu irmão no Paquistão. e 'foi um grande momento - conclui - e hoje eu revivi novamente".