O percurso das sete igrejas de Roma

Grupo de jovens peregrinos de todo o mundo comenta participação em tradição secular

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Ann Schneible

ROMA, terça-feira, 13 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - Cerca de uma centena de jovens de todo o mundo se reuniram no último sábado de manhã para a celebração da missa na cripta da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Em seguida, participaram de uma peregrinação de 12 horas, a pé, pelas sete basílicas maiores de Roma.

Partindo de São Pedro, os peregrinos foram até São Paulo Extramuros, São Sebastião, São João de Latrão, Santa Cruz de Jerusalém, São Lourenço Extramuros, e, finalmente, Santa Maria Maior.

A peregrinação é organizada todos os anos pelo centro juvenil internacional San Lorenzo (CSL). A tradição de visitar as sete igrejas começou no século XVI, por iniciativa de São Filipe Neri.

A diretora do CSL, Marta Nardin, eslovena, explicou a ZENIT que a jornada significou para os participantes uma peregrinação interior. "Em cada basílica, os jovens peregrinos entravam mais a fundo no clima do fervor e da graça, seguindo as pegadas dos santos".

A voluntária do CSL Claire Poirrier, francesa, nos falou do senso de unidade que brota na peregrinação às várias igrejas. "Somos de países diferentes e aqui experimentamos de modo especial como a Igreja é grande, rezamos juntos e nos sentimos unidos por algo que é maior do que as nossas diferenças".

Peter Maka, de Toronto, estudante de filosofia na Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino, juntou-se à peregrinação tanto por causa da sua importância histórica quanto pelo senso de comunhão com pessoas que compartilham a mesma fé. "Eu senti com mais viveza a presença dos santos nas igrejas que visitamos. E temos um benefício espiritual na indulgência que recebemos ao fazer esta peregrinação".

O pe. Fredrick Gruber, da diocese de Pittsburg, que também participou na peregrinação, conversou com ZENIT sobre "a grande lição de fé" que se recebe em cada uma das sete igrejas. Visitar esses basílicas, disse ele, “estimula o desejo de descobrir essas verdades. Se fazemos o esforço de vir até aqui, conseguimos tirar algo grande dessa experiência. Ficamos disponíveis para prestar mais atenção a tantas obras de arte, à lição da fé, às relíquias dos mártires e às relíquias de Nosso Senhor nessas igrejas".

Da perspectiva espiritual, diz o padre Gruber, a ideia da peregrinação "é significativa para fugir da vida cotidiana e para ficarmos abertos a experimentar a beleza, refletir sobre a verdade e ser inspirados pelo exemplo dos santos e dos mártires que nos precederam".

Para os jovens, em particular, o sacerdote considera que "é uma grande oportunidade de catequese, de aprofundamento na fé e de incentivo ao relacionamento e à amizade com os santos e entre eles próprios".

(Trad.ZENIT)