O perigo da Ideologia do gênero na educação

Comissão Arquidiocesana de Bioética e Defesa da Vida de Brasília emite nota

Brasília, (Zenit.org) Redacao | 526 visitas

Nessa semana, depois de três tentativas, haverá a quarta votação na Câmara dos deputados, em Brasília, do Plano Nacional de Educação.

Tal PNE terá validade para os próximos 10 anos e promove, entre os seus artigos, a inclusão da ideologia do gênero na educação das crianças da mais tenra idade no Brasil.

Vários bispos, arquidioceses, instituições cristãs e homens de boa vontade estão se levantando contra essa lei que, se aprovada, passará a ensinar as crianças que o ser humano não tem sexo definido, impondo, assim, uma educação que não poderá ser contestada pelos pais ou pelas escolas particulares, fazendo das escolas um recinto de experimento de uma ideologia totalitária.

As formas de manifestar a oposição ao projeto são:

a) assinatura em uma plataforma específica no  http://www.citizengo.org/pt-pt/5312-ideologia-genero-na-educacao-nao-obrigado

b) ligação gratuita pelo telefone 0800 619 619. Tecla “9” pedindo a rejeição à ideologia de gênero em nosso sistema educacional.

Também hoje a Comissão Arquidiocesana de Bioética e Defesa da Vida de Brasília acabou de emitir uma nota a respeito. Leia a nota na íntegra:

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Manifestamos nosso desacordo com a tentativa, ora em curso, de inclusão da ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação, que está sendo discutido e votado na Câmara dos Deputados. Esta tentativa consiste em inserir artigos e cláusulas que, em nome do combate à discriminação, na verdade determinam que o Estado ensine às crianças e adolescentes, nas escolas, como diretriz oficial de governo, que toda e qualquer orientação sexual é igualmente digna e respeitável, desconsiderando e mesmo tornando ilícita qualquer possibilidade de discernir e ensinar os valores verdadeiros da castidade, continência, fidelidade, a abertura natural à vida, a identidade corporal e a responsabilidade com o outro e com a prole na educação de crianças e adolescentes do nosso país.

Esta tentativa é ainda mais grave porque revela uma tendência antidemocrática de fazer do Estado o árbitro último em questões de moral e comportamento sexual, violando, de uma só vez, o princípio da subsidiariedade, que reserva o discernimento destas questões em primeiro lugar às consciências pessoais, às famílias, às comunidades e às religiões, e os princípios constitucionais da saudável laicidade estatal, do pluralismo e da liberdade de consciência e religião, que limitam e impedem o Estado de impor ideologias de grupos como pensamento oficial e exclusivo.

Por fim, a gravidade da situação se evidencia porque impor a ideologia de gênero na educação significa, em última instância, impedir que a educação brasileira se paute pela verdade, revelada e científica, sobre a pessoa humana e sua sexualidade, que deve representar o objetivo do debate acadêmico realmente livre, porque não há liberdade real senão na verdade.

Comissão Arquidiocesana de Bioética e Defesa da Vida de Brasília

(Red.TS)