O Santo Padre nos chamou à desmundanização

Arcebispo de Madri propõe exame de consciência e conversão do coração Cardeal Antonio María Rouco Varela

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CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Reproduzimos o pronunciamento do Card. Antonio María Rouco Varela, arcebispo de Madri, Presidente da Conferência Episcopal da Espanha, na 11ª congregação geral do Sínodo dos Bispos, em 15 de outubro de 2012.

É imprescindível conhecer o “Sitz im Leben” da Nova Evangelização, se queremos realizá-la de modo correto. O secularismo é, possivelmente, o seu sinal mais característico. A história da secularização, começada no século XVII, culmina no século XX com o postulado da “morte de Deus” e com a exaltação do “super-homem”.

Os dois totalitarismos mais espantosos da época, o comunismo e o nacional-socialismo, assim como as duas grandes guerras mundiais, são inexplicáveis sem essas duas teses que entram em crise depois de 1945. O concílio Vaticano II, convocado naquela encruzilhada histórica para uma atualização da doutrina e da pastoral da Igreja, abriu a estrada para a Igreja superar a si mesma “ad intra” e “ad extra”.

A “revolução de1968”, no entanto, relançou e radicalizou o totalitarismo até o extremo da negação da dignidade de todo ser humano: um filhote sadio de chimpanzé vale mais do que um bebê humano deficiente físico, dizia um famoso antropólogo anglo-saxão.

A Igreja, bispos, sacerdotes, religiosos e leigos, esteve à altura deste desafio? Não se deixou influenciar, às vezes, pela ideologia secularista? Não nos custou mostrar o que somos e quem somos dentro e fora, na “praça pública da história” (Bento XVI)? O Santo Padre nos chamou à “desmundanização”.

É urgente respondermos com o exame de consciência dos nossos pecados e com a conversão do coração! Sem esta premissa, profundamente espiritual, o compromisso de evangelizar novamente seria inútil. Igreja evangelizada, Igreja evangelizadora: é a “equação” de João Paulo II!

 (Trad.ZENIT)