O verdadeiro amor cristão é "abaixar-se na humildade

Palavras do Papa Francisco durante a missa matutina em Santa Marta

Roma, (Zenit.org) Luca Marcolivio | 896 visitas

"Abaixar-se” ao longo do caminho da humildade é a "regra de ouro" para o progresso espiritual de todo cristão. Disse o Papa Francisco durante a homilia na Capela da Casa Santa Marta, na qual o Papa celebrou a missa matutina de hoje na presença de algumas Irmãs da Caridade, o pessoal do Centro Televisivo Vaticano, os jornalistas da edição brasileira da Rádio Vaticana e Arturo Mari, histórico fotógrafo dos papas.

Erguer-se a Deus, portanto, implica um “abaixamento” para dar lugar à caridade. Para exemplificar o conceito, papa Francisco referiu-se às leituras (Lc 1, 26-38) da festa litúrgica de hoje da Anunciação, onde Maria e José obedecem à aparentemente incompreensível vontade de Deus, indo à Belém para obedecer à ordem imperial do censo.

Enfrenta assim um imenso sacrifício e, especialmente José assume uma responsabilidade muito grande, acompanhando a sua esposa, à espera do seu filho, Jesus. “Assim é todo o amor de Deus: para chegar a nós, toma o caminho da humildade”, disse o Papa.

Ao expressar o seu amor aos homens o Senhor recompensa a humildade, mais do que os “ídolos fortes” ou os arrogantes que vociferam: “aqui quem manda sou eu”.

A "regra de ouro", de acordo com a nova tríade "inaciana", sugerida hoje pelo Papa é: "progredir, avançar e abaixar-se”. O último verbo, por muitos motivos, é o mais significativo, em quanto que “se você não se abaixa, não é cristão”, comentou o Santo Padre.

Ser humilde, no entanto, não significa andar por aí “com os olhos baixos”, ressaltou. Pegar o caminho da humildade, pelo contrário, permite que “toda a caridade de Deus venha nesta estrada, que é a única que Ele escolheu”.

Não é por acaso que também o "triunfo da Ressurreição” de Cristo, tome forma graças ao “caminho do abaixamento”. Humildade e caridade, por fim, estão intimamente ligadas, porque “se não há humildade, o amor está bloqueado”, concluiu Papa Francisco.