Obama: a entrada clandestina de crianças desacompanhadas nos EUA é uma questão humanitária urgente

Calcula-se que 60 mil menores centro-americanos correm o risco de ser detidos na fronteira com os EUA

Roma, (Zenit.org) Redacao | 423 visitas

O presidente norte-americano Barack Obama declarou que o aumento do número de crianças que cruzam desacompanhadas a fronteira do México para os EUA é uma "questão humanitária urgente". Obama disse que os menores serão alojados provisoriamente em duas bases militares.

A situação foi confiada nesta segunda-feira, 2 de junho, ao diretor da Agência Federal de Emergências (FEMA), Craig Fugate. Em suas avaliações, o governo estadunidense informou que cerca de 60 mil menores, na maioria centro-americanos, correm o risco de ser detidos ao longo deste ano ao tentarem cruzar ilegalmente a fronteira do México para os EUA.

De acordo com Cecília Muñoz, diretora de políticas nacionais do governo Obama, o número de crianças não acompanhadas na fronteira disparou e há hoje mais meninas do que meninos menores de 13 anos nesta situação. O ano de 2014, até maio, vem registrando um aumento de casos mais intenso que o registrado nos mesmos meses de 2013.

Em maio, o governo abriu um centro de operações de emergência no sul do Texas para ajudar a coordenar as operações. A divisão do Departamento de Saúde e Serviços Sociais encarregada do Assentamento de Refugiados pediu ajuda ao Departamento de Defesa para alojar as crianças em uma base militar.

Mais de 90% dos menores alojados pelo governo vêm de Honduras, Guatemala e El Salvador. Muitos são levados a emigrar por causa da violência e das poucas possibilidades de trabalho em seus países natais.

Segundo Muñoz, Washington está a par dos boatos que dizem que as crianças migrantes que chegam ao país são automaticamente autorizadas a ficar. Outros boatos afirmam que elas se beneficiariam de reformas nas leis de imigração. Esses boatos, espalhados pela América Central, têm favorecido o crescimento do fenômeno da imigração infantil ilegal.

A lei dos Estados Unidos prevê, na realidade, que essas crianças passem por um processo de deportação mesmo quando reencontram os pais, embora, na prática, muitos pais estejam conseguindo que os juizados de imigração lhes permitam ficar com os filhos no país.