Obama: Nenhuma religião ensina a massacrar inocentes

O presidente dos EUA diz que a maioria das vítimas do Estado Islâmico são muçulmanos

Roma, (Zenit.org) Sergio Mora | 484 visitas

Depois da divulgação na internet do vídeo que mostra a decapitação do jornalista norte-americano James Foley por parte de um miliciano, o presidente dos Estados Unidos afirmou, em discurso feito ontem em Massachusetts, que a maioria das vítimas do grupo extremista Estado Islâmico (EI) são muçulmanos.

E acrescentou: "Nenhum Deus justo apoiaria o que eles fizeram ontem e o que fazem todos os dias. Nenhuma religião ensina as pessoas a massacrar inocentes".

"O Estado Islâmico arrasa aldeias, sequestra mulheres e crianças e submete os seus reféns a torturas e estupros. Eles já assassinaram sunitas e xiitas igualmente, os expulsam dos seus lares e os matam quando querem, pela simples razão de que eles têm uma religião diferente".

"Essa gente vai fracassar, porque o mundo é formado por pessoas que constroem, não que destroem, e por pessoas como Jim Foley. Os Estados Unidos continuarão fazendo o que têm que fazer para proteger o seu povo. Seremos vigilantes e implacáveis. Quando alguém fere um norte-americano, onde quer que seja, nós fazemos o necessário para que haja justiça". E asseverou: "O EI é um câncer que tem que ser extirpado. Tem que haver um repúdio a essa ideologia niilista".

O presidente revelou que teve uma conversa com os pais do jornalista assassinado para lhes dar os seus pêsames. "A vida de Foley é um completo contraste com a dos seus assassinos", disse Obama. A mãe de Foley se declarou orgulhosa do trabalho do filho, focado em denunciar as violências contra a população civil na Síria. No Facebook, ela escreveu: “Nunca estivemos mais orgulhosos dele (...) Ele deu a vida tentando expor ao mundo o sofrimento do povo sírio”.

A Casa Branca declarou que o vídeo dos milicianos sunitas do Estado Islâmico mostrando a decapitação do jornalista do Global Post é autêntico. O Pentágono confirmou novos ataques aéreos no norte do Iraque depois do assassinato do jornalista. O governo dos EUA informou também que o exército americano tinha tentado resgatar o jornalista, sem sucesso.