Óbolo de São Pedro recolhe quase 80 milhões de dólares para caridade do Papa

Estados Unidos é o país que mais colaborou

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CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 9 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Em 2007, o óbolo de São Pedro – as ofertas dos fiéis de todo o mundo a favor das obras de caridade do Papa – recolheu quase 80 milhões de dólares, cerca de 50 milhões de euros, revelou nesta quarta-feira um comunicado difundido pelo Conselho dos Cardeais para o Estudo dos Problemas Organizativos e Econômicos da Santa Sé, que se reuniu no Vaticano entre 3 e 4 de julho, sob a presidência do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado.

Segundo explica a nota, o óbolo de São Pedro «está constituído pelo conjunto das ofertas destinadas a assistir o Papa em sua missão apostólica caritativa».

Em particular, «compreende a coleta realizada nas Igrejas particulares, sobretudo por ocasião da solenidade dos Santos Pedro e Paulo, as contribuições procedentes dos institutos de vida consagrada, das sociedades de vida apostólica e de fundações, assim como de donativos de fiéis particulares».

Segundo este informe, «em 2007, chegaram donativos no valor de 79.837.843 dólares». Isso supõe uma diminuição com relação a 2006, quando se havia recolhido 101.900.192 dólares.

«O Santo Padre destinou o óbolo à realização obras de caridade a favor de populações de vários países do mundo, atingidas por calamidades, para apoiar a numerosas iniciativas das comunidades eclesiais do terceiro mundo, e para ajudar as Igrejas locais mais pobres», informa o comunicado.

A generosidade dos católicos dos Estados Unidos, segundo o informe, contribuiu em 28,29% a esta quantidade, em particular, com 18.725.327 dólares.

Segue depois a Itália, que contribuiu com 13,04% (8.632.171), Alemanha, com 6,08% (4.026.308 dólares), Espanha, com 4,10% (2.205.917 dólares), Brasil, com 2,18% (1.441.987 dólares) e República da Coréia, com 1,60% (1.055.71 dólares).

O Vaticano informa que «também chegou à Santa Sé uma oferta no valor de 14.309.400 dólares por parte de um doador que quis manter o anonimato».