Oração por norte-coreanos marca aniversário de diocese

Celebração aconteceu em Nova York

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NOVA YORK, quarta-feira, 24 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- O cardeal Nicholas Cheong, administrador apostólico de Pyongyang, pediu oração especial pela comunidade da Coréia do Norte, no 80º aniversário de sua circunscrição eclesiástica.



Os Missionários de Maryknoll organizaram em Nova York a celebração desse aniversário e expressaram a esperança de que a comunidade católica da região se revitalize, segundo a informação difundida na quinta-feira passada pela Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos, através de seu órgão informativo «Fides».

Estes missionários contribuíram grandemente para a evangelização da Coréia e sofreram perdas humanas após a expulsão de sua comunidade da Coréia do Norte, com a chegada do regime comunista.

A Igreja no país asiático confia em que, após o recente acordo assinado pelos governos da Coréia do Norte e da Coréia do Sul para o desenvolvimento econômico, social e político, abram-se também novos horizontes de evangelização e fé.

Também arcebispo de Seul, cardeal Cheong esteve presente na festa de aniversário; celebrou a Santa Missa em presença de numerosos sacerdotes, religiosos e fiéis coreanos e de outras nacionalidades.

O purpurado os exortou a compreender a difícil situação que a população norte-coreana vive e a orar pelos irmãos e irmãs dessa parte do país.

«É nosso dever recordar e apoiar esse pequeno grupo de fiéis católicos que fica na Coréia do Norte, que viveu em um prolongado silêncio depois da divisão da península», assinalou o cardeal Cheong.

Igualmente, enfatizou na generosidade dos 92 missionários de Maryknoll que dedicaram sua vida à evangelização do norte de seu país.

A Igreja Católica presente no sul promove há anos a «Jornada da Unidade e da Reconciliação do Povo Coreano», além de que procurou manter sempre vivas as relações com o Norte, organizando visitas de delegações católicas, especialmente vinculadas a temas de cooperação e ajuda humanitária através da Cáritas.

A agência do dicastério missionário explica que as esperanças da Igreja na Coréia do Sul de poder voltar para evangelizar o Norte jamais se apagaram: Seul conta com um vigário episcopal para a diocese de Pyongyang – capital norte-coreana – que trabalha para alentar a reconciliação e a unificação da península.

E são muitos os sacerdotes norte-coreanos que se puseram à disposição para desenvolver seu ministério em Pyongyang; todos expressaram desta forma o desejo de trabalhar pela reconciliação da Coréia.

O discreto reflorestamento da Igreja Católica na região começou depois de 1989, quando a religião foi reconhecida através do estabelecimento da «Associação Católica da Coréia do Norte» – controlada pelo governo.

Atualmente, os católicos norte-coreanos vivem sua fé em um âmbito familiar; recebem de vez em quando as visitas de representantes da citada associação.

Três mil católicos são o número – apontado pelo governo – de fiéis no Norte do país, onde só há uma igreja, em Pyongyang.

Desde o final da guerra civil, em 1953, as três circunscrições eclesiásticas norte-coreanas (Pyongyang, Tokwon e Hamhung) e toda a comunidade católica sofreram a brutalidade do regime stalinista, que não deixou vivo nenhum sacerdote local e expulsou os estrangeiros.