Organização global para o acesso à água

A proposta da Santa Sé no VI Fórum Mundial de Marselha

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CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 13 de março de 2012 (ZENIT.org) - Para resolver o problema do acesso à água no mundo é oportuno uma organização que possa garantir esse direito. Afirma um documento da Santa Sé, apresentado nesta segunda-feira, na abertura do VI Fórum Mundial da Água que está sendo realizado em Marselha desde o dia 12 até o dia 17 de março.

O Fórum Mundial da Água, organizado a cada três anos pelo Conselho Mundial da Água, reune entidades privadas, estaduais e representantes de diversas organizações para analisar e desenvolver uma visão de longo prazo para este recurso indispensável.

O documento elaborado pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz  e intitulado: Água, um elemento essencial para a vida. Encontrar soluções eficazes, destaca que bilhões de pessoas não tem acesso à água potável e que a demanda de água irá aumentar em 55% nos próximos 38 anos. O Pontifício Conselho apela para uma "melhor gestão" do recurso por parte do setor público, privado e da sociedade civil.

O "princípio da justiça", prossegue o documento pontifício, em seus aspectos "comutativo, distribuitivo e social" deve garantir o direito de acesso à água e "ajudar a identificar os danos causados" a este bem e ainda “propor possíveis reparos ou sanções".

Por sua natureza, a água, disse o secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz, Dom Mario Toso, em entrevista à Rádio Vaticana, "não pode ser tratada como uma mercadoria entre outras, seu uso deve ser racional e solidário".

Colocar de pé uma organização, explicou , envolve "um trabalho de controle por parte dos Estados com os compromissos assumidos, a potencialização da cooperação no plano científico, tecnológico, gerencial”, sem excluir "os tribunais com poderes para receber queixas" e o fortalecimento da Unep, a agência da ONU para a proteção ambiental”.

A água nãe é um “bem meramente mercantil”, mas "público". O princípio da subsidiariedade pode dar a prórpia contribuição, pois "é a sociedade civil a principal responsável pela água, pelo bem comum que é a água , ou mesmo o bem público", acrescentou Mons. Toso.

Mesmo quando estão envolvidas empresas privadas, estas devem ser "supervisionadas e orientadas à uma gestão conforme as exigências do bem comum que é o bem de  todos", concluiu o secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz.

(Tradução:MEM)