Orientações para a gestão dos bens nos Institutos de vida consagrada e nas Sociedades de vida apostólica

Novo documento da Congregação dos Institutos de vida consagrada e as Sociedades de vida apostólica

Roma, (Zenit.org) Redacao | 642 visitas

A livraria vaticana acaba de publicar em italiano o documento anunciado neste último sábado, 2 de agosto, pelo cardeal prefeito da Congregação dos Institutos de vida consagrada e as Sociedades de vida apostólica, João Braz de Aviz. O documento pretende ser uma indicação religiosa cujo critério fundamental deve ser, como pode ser visto pela entrevista ao L'Osservatore Romano e do próprio documento, o Evangelho, em um mundo dominado pelo capitalismo e princípios consumistas desviantes.

A situação jurídica das entidades eclesiásticas mudou muito em relação ao passado, as relações com os Estados tornou-se mais difícil e os “especialistas” são obrigados a dar uma formação mais ampla e atualizada com a nova situação.

Na conclusão do Simpósio realizado em março de 2014, tendo como tema justamente a gestão dos bens eclesiásticos e que tem sido um grande sucesso em participação dos religiosos, oferece-se dicas úteis para a reorganização das entidades eclesiásticas, indicando para os Responsáveis em diferentes níveis os elementos fundamentais de gestão das obras. O assunto é de grande atualidade e prevê uma conscientização das mudanças que o mundo dos religiosos deve fazer também em vista dos ensinamentos do Papa Francisco sobre o tema, ao pedir abertura de vida dos religiosos e religiosas, uma atualização dos respectivos carismas.

Tendo em vista o ano da vida consagrada este documento é de vital importância para o testemunho profético das pessoas consagradas que deverão ter presente “a dimensão evangélica da economia segundo os princípios da gratuidade, fraternidade e justiça, colocando os fundamentos de uma economia evangélica de partilha e de comunhão”. Estas linhas diretrizes podem ser de ajuda para os religiosos responderem, com renovada coragem e profecia, os desafios do nosso tempo e continuarem a cumprir a sua missão no mundo.

O Cardeal Prefeito lembra no final do documento as palavras esclarecedoras do papa Francisco na Evangelii Gaudium: "A missão para o coração do povo não é uma parte da minha vida, ou um ornamento que posso tirar, não é um apêndice, ou um momento entre os muitos da existência. É algo que não posso erradicar do meu ser se não quero destruir-me. Eu sou uma missão nesta terra, e por isso encontro-me neste mundo. Temos de reconhecer-nos como marcados pelo fogo de tal missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar”. E é esse o desejo que também o Prefeito dirige a todos os leitores.