Os bispos do Sudão e Sudão do Sul pospõem a sua assembléia anual

Devido à situação de guerra entre os dois países

| 632 visitas

ROMA, quarta-feira, 9 de maio de 2012 (ZENIT.org) – Os bispos católicos de Sudão e Sudão do Sul pospuseram a sua assembléia anual, devido ás tensões políticas entre os dois países.

Os bispos de ambos países formam a Conferência dos Bispos Católicos do Sudão (SCBR), e se encontram ao menos uma vez por ano na sua assembléia plenária para debater assuntos relevantes da Igreja católica em ambas nações.

O secretário geral da SCBR-Jartum, Santino Morokomomo, fez circular uma mensagem dizendo que o cardeal Zubeir Wako cancelou a assembléia plenária da SCBC, prevista em Juba do 12 ao 17 de Junho.

A nota acrescentava que a reunião da SCBC dependerá da evolução da situação política.

Segundo as notícias, uns aviões sudaneses bombardearam o Sudão do Sul, o que supõe uma violação da resolução da ONU que obrigou, Jartum e Juba, a colocarem um fim aos ataques mútuos, afirmou nesta quarta-feira o exército do sul do Sudão.

“A República do Sudão bombardeou de forma fortuita regiões civis”, afirmou Kella Kueth, porta-voz do exército do Sudão do Sul, explicando que estes ataques aconteceram na segunda-feira, e na terça-feira nos Estados do Alto Nilo, Unidade e Bahr el-Ghazal.

O regime de Juba denunciou que Jartum tinha enviado nos últimos dias milícias a regiões petrolíferas do norte do Sudão do Sul para lançar ataques, mas que este soldados ao final se renderam.

O ministro de informação do Sul do Sudão, Barnaba Marial Benjamin, declarou que Jartum enviou milicianos a instalações petrolíferas dos Estados da Unidade e dos Altos do Nilo, feitos com armas anti-blindagem e antiaéreas, além de fusís "kaláshnikov".

“No final decidiram render-se porque não queriam destruir o seu próprio país; os milicianos são cidadãos do Sul do Sudão que vivem no norte e que as forças de Omar Hasan al Bachir [presidente do Sudão] treinam e armam para atacar nosso território”, destacou Benjamin.

O ministro lembrou que meio milhão de cidadãos do Sudão do Sul moram no Sudão, cujas autoridades tentam recrutá-los para lançar ofensivas contra o estado do Sul.

Nas últimas semanas, Sudão e Sudão do Sul protagonizaram choques nas regiões de fronteiras onde disputam soberania e que são ricas em petróleo.

Sudão do Sul, o país mais jovem do mundo, nasceu no dia 9 de Julho de 2011 depois de um referendum sob os cuidados da comunidade internacional e depois de um conflito bélico com o norte que durou mais de duas décadas.