Os bispos dos EUA estão alarmados com a imigração de crianças desacompanhadas

Episcopado está reunido em San Salvador para estudar os fatores que impulsionam a onda migratória

Roma, (Zenit.org) Redacao | 335 visitas

O Comitê de Migração da Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB) e as delegações dos bispos da América Central e do México deram início ontem, 19 de maio, a um encontro em El Salvador, previsto para durar até quinta-feira, a fim de discutir o aumento do número de crianças desacompanhadas que partem ilegalmente rumo aos Estados Unidos, bem como os fatores que as levam a emigrar.

A delegação de bispos dos EUA é chefiada pelo presidente do Comitê de Migração, dom Eusebio Elizondo, e pelo bispo Anthony Taylor, de Little Rock, Arkansas. A reunião anual estudará também as alternativas que podem ser adotadas para proteger os menores tanto em seus países de origem como ao longo da rota migratória, em cujo percurso a existência de quadrilhas põe a segurança dos migrantes em sério risco.

“É claro que a violência perpetrada pelas quadrilhas e o crime organizado em partes da América Central é um fator que contribui para o alto número de menores que emigram,” declara dom Elizondo. “É preciso adotar medidas para proteger essas crianças e assegurar a segurança delas nas suas próprias comunidades”.

Em novembro, uma delegação do Comitê de Migração da USCCB viajou até a América Central para observar questões relacionadas com a migração de menores e elaborou um relatório sobre o tema: “Mission to Central America: The Flight of Unaccompanied Children to the United States”. O texto contém diversas recomendações.

“No longo prazo, o governo estadunidense deverá trabalhar com os governos da região para melhorar os mecanismos de proteção desses jovens, que constantemente vivem com medo e sem oportunidades de educação e de emprego”, disse o bispo. “De todos os modos, este não é simplesmente um assunto de migração, mas também de política exterior, que tem que ajudar esses países a proteger os seus cidadãos, especialmente os mais vulneráveis”.