Os catequizandos ainda não me conhecem

Coluna de orientação catequética aos cuidados de Rachel Lemos Abdalla

Campinas, (Zenit.org) Rachel Lemos Abdalla | 1210 visitas

No primeiro momento da catequese, o catequista deve ‘apenas’ acolher os catequizandos. 

Primeiramente, ele vai se apresentar a eles, dizer seu nome e perguntar o nome de cada um também! Em seguida deve falar um pouco sobre si mesmo, sobre a sua vida, a sua infância, a sua história. E contar-lhes fatos interessantes, engraçados, tristes, porém, sempre reais! Se puder, leve fotos e objetos que confirmem e ilustrem o que está contando.
Deve fazer um planejamento deste momento, um roteiro ou itinerário para caminhar com os catequizandos sobre os trilhos que já percorreu, lembrando que é uma pessoa nova que está entrando na vida deles e é muito importante que o conheçam para que aprendam a gostar dele e acreditar em suas palavras, afinal, ele será aquele ou aquela que estará lhes apresentando uma pessoa muito importante para toda a vida: Jesus.

É preciso tocar o coração deles!

Suas palavras devem vibrar diferente, e seus gestos devem ser suaves, porém, seguros. Seus olhos precisam brilhar e sua boca sorrir sempre ao contar a sua história de vida. Não pode ser sério demais para que não o julguem uma pessoa dura, triste e infeliz, e nem seja escachado demais a ponto de não alcançar credibilidade. Mas, que seja natural, espontâneo, alegre, livre, leve e solto, e principalmente, passe confiança!
Todo catequista precisa ter autoridade para exercer a sua missão e, para que isso aconteça, é importante que ele tenha credibilidade, ou seja, tenha quem acredite nele! E isso se dá a partir da segurança que ele passa, da transparência e simplicidade de seus atos e palavras e, principalmente, na coerência entre o que fala e vive.
Por isso, a importância de se dar a conhecer, de mostrar-se ao outro, afinal, a confiança nasce a partir do conhecimento.

Os catequizandos devem se encantar com as suas histórias e para que se lembrem do que ouviram sobre o novo amigo, ou amiga que conheceram. Sim, eu disse ‘amigo’ ou ‘amiga’, pois esta será vínculo, a relação entre catequista e catequizando neste tempo de catequese e, depois, para toda a vida! Se o catequista conseguir isto, certamente terá encantado e, consequentemente, dado o primeiro passo para conquistar o coração deles!

Ao final do encontro, pode entregar a cada um, o seu cartão ou um bilhete com o seu nome e os seus contatos, suas redes sociais e uma frase ou versículo da Bíblia tal como: “Mestre, onde moras?” E Jesus respondeu: “Venham e vocês verão.”

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