Os católicos, a política e a nova evangelização

Savatore Martinez, presidente do Movimento Carismático na Itália

| 1309 visitas

Roma, 4 de novembro de 2011(www.zenit.org).- O presidente do Movimento Carismático na Itália, Salvatore Martinez, iniciou sua reflexão sobre o papel da igreja e da política com as seguintes palavras: "A igreja não é, e nunca poderia se transformar em um sujeito político". Como afirma o Santo Padre Bento XVI, "perderia sua independencia e autoridade moral identificando-se como uma única via política, com posições parciais ou opinavéis".(Discruso de abertura do CELAM, Aparecida, 14 de maio de 2007).

Para Salvatore, a igreja não é chamada a formar partidos porque isso a transformaria em uma religião civil. A Comunidade cristã é chamada a "formar em Cristo novos homens, capazes de fazer nova também a política; homens e mulhers de coração novo, capazes de renovar o coração das instituições políticas." O que seria um chamado irreversível à uma nova evangelização da política, "para liberar o nosso tempo do espírito do erro que, como potência enganadora, está distorcendo a medida divina do homem e seu destino ao eterno, e continua a multiplicar, as estruturas de pecado." O presidente do movimento da Renovação Carismática, comentou alguns desafios desta nova evangelização -"impedir a marginalização da fé cristã na vida pública das nações" e continuou -"Não podemos permitir que o papel do cristão leigo seja silenciado e venha relegado à esfera privada." Outro desafio levantado por ele foi o aspecto economico e comercial da globalização, que estimulando o consumismo irracional, coloca o aspecto material do homem ao centro, prejudicando assim a abertura do próprio homem ao transcendente, à Deus."

Ele lembrou as palavras de Bento XVI, ao invocar uma nova geração de católicos comprometidos com a política:-"Reitero a necessidade e urgência de formação evangélica e acompanhamento pastoral de uma nova geração de católicos envolvidos na política, que sejam coerentes com a fé professada, que tenham firmeza moral,capacidade de julgar, competência profissional e paixão pelo serviço ao bem comum."(Discurso ao CPL, Vaticano, 15 de novembro de 2008)

E por fim recordou que o evangelho é a melhor escola de vida leiga para a humanidade, " porque ninguém como Jesus Cristo ensinou aos homens a arte de viver, de dizer com fatos como se ama, e estar ao lado das pessoas até dar a vida pelos próprios amigos."