Os cristãos são os usuários mais felizes do Twitter

Conclusão é de estudo da Universidade de Illinois

Roma, (Zenit.org) Jorge Henrique Mújica | 833 visitas

Quem são os mais felizes no Twitter, os ateus ou os cristãos?

A curiosa pergunta foi respondida por um estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que usou como amostragem quase dois milhões de tuítes. O resultado declara os cristãos como o grupo mais feliz dessa rede social.

Com base em quais critérios foi determinado o grau de felicidade? Por exemplo, com o uso elevado de palavras positivas.

Para identificar cristãos e ateus, os pesquisadores estudaram os tuítes de mais de 16 mil seguidores de relevantes personalidades cristãs e ateias no Twitter: consideraram o conteúdo emocional (uso de palavras negativas ou positivas), a frequência de palavras como “amigo” ou “irmão” (comumente vinculadas a processos de socialização) e o uso de palavras como “porque” ou “eu penso/eu acho” (palavras associadas a um modo de pensar analítico).

A pesquisa concluiu que os tuítes dos cristãos têm conteúdo mais positivo e menos negativo que os tuítes dos ateus, além de usarem frequentemente palavras sociais que indicam emoções positivas. Os tuítes dos ateus costumam ser mais analíticos, mas menos felizes, afirma o estudo.

Ryan Ritter, um dos pesquisadores, diz que “os resultados são coerentes com outros estudos que relacionam o maior nível de conectividade social com um bem-estar maior”. Jesse Preston, outra das pesquisadoras, acrescenta que “as comunidades religiosas são muito sociais. O simples fato de se pertencer a um grupo conecta as pessoas às outras, e talvez seja esta conexão o que pode tornar as pessoas mais felizes”.

O estudo se concentrou no Twitter porque nessa rede as pessoas compartilham as suas experiências no mesmo momento em que elas acontecem: “Não precisamos perguntar às pessoas como elas estão se sentindo, porque elas mesmas já estão dizendo”, explica Preston, que é psicóloga.

O resultado completo da pesquisa realizada por Ryan Ritter, Jesse Preston e Iván Hernández, da Universidade de Illinois, foi publicado na Social Psychological & Personality Science, revista especializada em psicologia e ciência.

Em inglês, a pesquisa completa pode ser consultada em http://spp.sagepub.com/content/early/2013/06/18/1948550613492345.full.

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