Os novos pobres? Os divorciados

Relatório Caritas 2014 sobre a pobreza e a exclusão. Um dos obstáculos para a ajuda aos necessitados é a não utilização do "empréstimo da esperança"

Roma, (Zenit.org) Redacao | 447 visitas

O divórcio prejudica os divorciados. Esta é a informação que emerge do Relatório Cáritas 2014 sobre a pobreza e a exclusão social chamado False Partenze. O documento, desenvolvido através da escuta e observação realizado por 220 Caritas diocesanas na Itália, revela que houve uma mudança no perfil do pobre. Se, até pouco tempo, os pobres na Itália eram imigrantes e idosos, hoje, a pobreza afeta mais as pessoas que passaram pelo término de um relacionamento conjugal.

66,1% dos separados que pedem ajuda à Caritas afirma ser incapaz de prover os bens considerados de necessidade básica. Destes, apenas 23,7 % estava na mesma condição antes da separação.

Mas ainda não acabou. Os efeitos negativos da separação também afeta o psicológico: 66,7% apresentam mais sintomas de distúrbios do que antes da separação. Além disso, a separação afeta a relação pai-filho: 68% dos entrevistados dizem que houve uma mudança na relação com os filhos; 58,2% revela a situação pior do que antes.

O relatório indica que houve um aumento no número de pessoas que fazem uso da ajuda da Caritas: destaca-se o fato de que 85,3 % destes ‘novos pobres’ divorciados são italianos. 42,9% estão envolvidos em separação legal, 28,1% em separação de fato e 22,8% em processo de divórcio.

Conforme indicado pelo site "Redattore Sociale", um dos obstáculos ao auxílio para pessoas em dificuldade é a não utilização do instrumento "empréstimo da esperança" da Conferência Episcopal Italiana (CEI): a ajuda poderia chegar a cerca de 30 mil famílias em dificuldade devido à crise econômica, mas cinco anos após a sua apresentação, o serviço desembolsou 3.583 empréstimos , utilizando apenas 18% dos recursos disponíveis .

(Trad.:MEM)