Os últimos minutos do Papa Francisco no Brasil, mas os primeiros minutos de Francisco no nosso coração

Pe. Federico Lombardi, S.J. apresentou em resumo os últimos momentos dessa grande JMJ Rio 2013

Rio de Janeiro, (Zenit.org) Thácio Siqueira | 663 visitas

O Papa apreciou muito a vigília de ontem, a apresentação da construção da Igreja”, disse hoje às 14hs Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.  "Sua saúde está muito bem, ainda depois desses dias de movimento e compromissos passados".

Esta manhã o prefeito do Rio de janeiro, Eduardo Paes, informou ao Papa o projeto de construir moradias para 20 mil pessoas no Campus Fidei, afirmou o Porta-voz. “Realmente é uma excelente ideia”. A cruz colocada no local continuará no Campo e o lugar se chamará Campus Fidei. “O Papa apreciou muito esta solução”.

Pe. Federico revelou que o Papa teve um breve encontro com o prefeito na manhã de hoje antes da missa. “O prefeito já estava aqui quando o Papa chegou”. Um anedota contada pelo Pe. Lombardi mostrou o espírito com que Papa Francisco viveu esses dias no Brasil. “Quando o prefeito entregou as chaves da cidade para o Papa, o prefeito disse: ‘o senhor pode fazer o que quiser no Rio’. E nessa manhã, o Papa disse ao prefeito: Já viu? Estou fazendo o que quero!’.

Pe. Federico destacou também outro ponto da missa dessa manhã. Durante o ofertório havia um casal jovem com uma pequena filha anencéfala, sem o cérebro. O Papa os encontrou ontem na saída da catedral e abençoou esta menina. O mesmo Papa convidou a família para a missa de hoje e pediu-lhes que a oferecessem durante o ofertório. “Era uma menina que segundo a lei poderia ter sido abortada, mas os parentes não realizaram este aborto e acolheram a vida”, disse Pe. Lombardi. “E ao levar essa pequena criança no altar, foi como um símbolo de acolhida à vida que o Papa realizou”.

Os presidentes confirmados estavam presentes na celebração: Brasil, Argentina, Bolívia, Surinami, Vice do Uruguai e do Panamá. Pe. Lombardi contou outro episódio característico da simplicidade desse Papa. “O Papa foi informado que a presidente da Argentina virou avó há alguns dias. Então deu de presente para a presidente um par de sapatinhos, para o seu neto. “A presidente o ficou mostrando para todos muito satisfeita”.

Podemos agora fazer alguns balanços da JMJ. “Naturalmente é muito positivo ter podido atrair tantos jovens”, disse Pe. Lombardi, e confirmou que “há um consenso universal com relação ao número. A missa dessa manhã reuniu mais de 3 milhões de pessoas na praia de Copacabana e ontem eram mais de 2,5 milhões na vigília”. “É um número muito elevado e um sinal de participação dos jovens”, disse. “Se refletimos nessa jornada, vejo que o Papa desejava fazer uma jornada com a juventude, mas com uma juventude muito inserida na sociedade e na Igreja e conseguiu”.

“O Papa disse muitas vezes que para entender os problemas da sociedade de hoje e o que deve ser feito, é necessário ver a realidade com a perspectiva dos pobres, dos marginalizados”, e “por isso começou a sua visita indo à favela e visitando os enfermos”. Esse foi um sinal muito claro de como ele dá a sua mensagem: começando pelos pobres, disse Pe. Lombardi.

“A primeira viagem de um Papa latino-americano à América-latina, expressou que ele pode falar por esses países e por este continente”.

“Os discursos que pronunciou são sinais de como ele pretende trabalhar para uma Igreja mais sinodal, ou seja, com uma grande participação dos bispos, que ele tem que orientar os bispos e que os bispos são os responsáveis da Igreja no próprio país”.

Por fim, disse Pe. Federico, que há 4 meses que o Papa é Papa, mas que "é a primeira vez que o vemos em sua casa, falando em sua própria língua. Isso foi algo diferente para nós". Foi a oportunidade ver o Papa ainda mais espontâneo na sua casa, no seu contexto. “Para mim foi algo novo”, disse Pe. Federico Lombardi, dizendo que pode conhecer um pouco mais o Papa Francisco. 

Para Francisco às 19h embarca de volta para Roma. São os últimos minutos de Francisco no Brasil, mas os primeiros minutos de Francisco no nosso coração.