Outro suposto milagre de madre Teresa de Calcutá

Um sacerdote salesiano indiano curado de um cálculo renal

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NOVA DÉLI, quinta-feira, 4 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- A beata Teresa de Calcutá pode ter superado o último requisito para sua canonização, caso o Vaticano aprove a cura milagrosa de um cálculo renal verificada em um sacerdote salesiano.



O padre V. M. Thomas, que conheceu e trabalhou com madre Teresa durante dez anos, assegura que um cálculo renal que lhe causava intensa dor abdominal desapareceu pela intercessão da religiosa beatificada, segundo informou UCA News.

Um milagre reconhecido pelo Vaticano no ano 2002 – a cura de uma jovem indiana que sofria de um tumor abdominal – permitiu a beatificação de madre Teresa.

O salesiano de 56 anos vive em Guwahati, nordeste da Índia, a cerca de 2 mil quilômetros de Nova Déli. Foi amigo de madre Teresa até a morte dela, em 1997.

Em um dossiê que circula entre seus amigos, o padre Thomas afirma ter sofrido dores abdominais desde 13 de fevereiro. O arcebispo Thomas Menamparampil, de Guwahati, colocou à disposição da agência UCA News o dossiê que inclui uma carta do padre Thomas com cópias de seus certificados médicos.

Os exames laboratoriais revelaram que ele tinha cálculos renais. Mesmo seguindo o conselho dos médicos de tomar medicamentos, as dores recorrentes o obrigaram a recorrer a ao menos quatro hospitais.

No dia 26 de julho, os cirurgiões de Guwahati aconselharam a operação, mas o padre Thomas queria esperar. No dia 27 de agosto, visitou novamente os médicos, após ter sofrido fortes dores.

Ingressou no hospital em Guwahati no dia 4 de setembro. Os exames confirmaram a presença de um cálculo na uretra, e os médicos marcaram a intervenção para o dia 6 de setembro. A preparação começou na tarde do dia 5, mas, na tarde do dia 6, quando foi feita a última radiografia antes da intervenção, os médicos não conseguiram detectar o cálculo. Outra radiografia deu resultado negativo.

Os médicos pediram que se iniciasse um exame com ultra-som pelo mesmo radiologista que os fez no dia 4 de setembro, mas também desta vez o resultado foi negativo. O cirurgião, segundo o indicado pelo sacerdote, afirmou que «o desaparecimento do cálculo não tinha explicação médica».

O padre Thomas disse crer que a pedra foi milagrosamente eliminada de seu corpo quando ofereceu a missa em Shishu Bhavan, uma casa para crianças abandonadas que madre Teresa iniciou em Guwahati.

O sacerdote havia ido celebrar a missa no dia 5 de setembro para pedir a intercessão da beata pelo êxito da operação e uma recuperação rápida, escreveu.

Ele revelou ainda que uma enfermeira que se ocupava dele lhe havia negado a permissão de deixar a cama, mas pela manhã de 5 de setembro, antes da preparação para a cirurgia, seu médico o autorizou sair do hospital durante meia hora.

Em seu informa, Subhash Khanna, o cirurgião, afirma que o padre Thomas esteve sob seus cuidados durante três meses. Em seu diagnóstico, havia observado a presença de um cálculo na uretra, diabetes e hipertensão.

O doutor anotou que o padre Thomas, após a missa de 5 de setembro, havia se sentido bem e dormido tranquilamente.

Vários exames antes da operação deixaram os médicos surpresos, porque «o cálculo não estava já na uretra e não tinha sido expulso pela urina». «A operação, portanto, foi cancelada», acrescenta.

No informe, assinado no dia 11 de setembro, o cirurgião afirma: «parecia de verdade um milagre que o cálculo, que não havia sido eliminado com o medicamento, desaparecesse justo naquele dia».

Segundo o procedimento vaticano, para que a bem-aventurada Teresa de Calcutá seja proclamada santa, é necessário um novo milagre após sua beatificação (19 de outubro de 2003).