Pais, a hora é agora!

Coluna de orientação catequética aos cuidados de Rachel Lemos Abdalla

Campinas, (Zenit.org) Rachel Lemos Abdalla | 1205 visitas

A cada ano que se inicia temos a oportunidade de dar um novo sentido, uma nova direção aos nossos ideais e sonhos, como se fosse o surgimento da esperança de um novo tempo que pode ser vivido cada vez melhor. Assim como a vida, também a formação espiritual e cristã dos filhos e dos pais deve estar em contínua reciclagem, atualização e renovação, na certeza de que os passos que são dados hoje são calcados na segurança dos passos de Cristo.

Introduzir a criança na fé é ensiná-la a caminhar de mãos dadas com Jesus, com confiança e segurança, e isso deve acontecer desde muito pequena, nas orações diárias ao acordar e ao se deitar, antes de se alimentar ou outras vezes ao dia.

Rezar ou voltar-se para Deus em vários momentos é muito importante, principalmente desde a primeira infância, afinal, tudo o que acontece de bom é por graça do próprio Deus, e estar em contato com Ele através da oração é uma forma de reconhecer a providência divina agindo no dia a dia. Por isso, cada vez que a criança agradece ao Papai do céu ou faz um pedido, ela está criando um vínculo de amor com Deus. E, o hábito de procurá-Lo, acreditar que O encontra e sentir que pode estar na Sua presença, cria intimidade com Ele, e traz esperança e consolo para toda a vida.

A criança precisa crescer consciente de existência de Deus, um Deus que é Pai e que a ama muito. Assim acontece a transmissão da fé que, embora seja dom de Deus e mérito da Igreja, também é transmitida pelos testemunhos de vida e pelos pequenos e grandes milagres que acontecem constantemente.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, 'desde os primeiros anos, a educação da consciência alerta a criança para o conhecimento e a prática conhecida como consciência moral.  Uma educação prudente ensina a virtude, preserva ou cura do medo, do egoísmo e do orgulho... garante a liberdade e gera a paz do coração.[1]

E, conforme o Papa João Paulo II, mesmo que isso pareça ser precoce, as criancinhas devem receber de seus pais os primeiros elementos da catequese que revelam o Pai que é bom, providente e que está nos céus, e para o qual elas voltarão o seu coração; e que as simples e pequenas orações são o início de um diálogo amoroso com Deus. Essa apresentação simples e verdadeira da fé cristã aos pequeninos exige um grande amor e um profundo respeito para com eles que têm o direito de conhecer a Deus. A educação para a fé, feita pelos pais tem um caráter particular e insubstituível, pois se realiza na ajuda mútua dentro do lar, no testemunho cristão muitas vezes silencioso, perseverante e vivido segundo o Evangelho. É, pois, no esforço contínuo de viver a fé cotidianamente que eles catequizam seus filhos, deixando marcas e lembranças para toda a vida. Esta catequese familiar, ou seja, uma catequese autêntica que nasce na 'Igreja doméstica', precede, acompanha e enriquece a catequese que se dará mais adiante na Igreja de Jesus Cristo.[2]

Portanto, os pais são os primeiros catequistas, e a atuação deles para o surgimento da fé e da espiritualidade é imprescindível para o nascimento, a continuidade e o fortalecimento da vida cristã de seus filhos, futuros homens na sociedade e na Igreja.

Feliz Ano Novo que se atualiza na fé e na esperança em Cristo, nosso Senhor!

*Rachel Lemos Abdalla é Fundadora e Presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor e Coordenadora da Catequese de Famílias da Paróquia Nossa Senhora das Dores em Campinas, São Paulo; apresenta o 'Programete Pequeninos do Senhor', dentro do Programa 'Povo de Deus' da Arquidiocese de Campinas, na Rádio Brasil Campinas; e é membro da 'Equipe de Trabalho' do 'Ambiente Virtual de Formação' da Arquidiocese de Campinas.

Site: www.pequeninosdosenhor.org

Se desejar enviar perguntas ou expressar opiniões sobre os temas tocados pela coluna organizada por Rachel Lemos Abdalla, enviar email para: contato@pequeninosdosenhor.org

[1] CIC 1741

[2] Exortação Apostólica "Cathequesi Tradendae", Papa João Paulo II, 1979 – (36, 68)