Panamá: Igreja quer ser uma ponte entre os políticos do país

Arcebispo Ulloa se reúne com o presidente Martinelli

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CIDADE DO PANAMÁ, quinta-feira, 28 de junho de 2012 (ZENIT.org) - O arcebispo do Panamá, dom José Domingo Ulloa, afirmou após reunião com o presidente da República, Ricardo Martinelli, que a Igreja católica deseja ser uma ponte de unidade entre os atores políticos do país, para que prevaleça o interesse do povo panamenho.

Depois de se reunir com os dirigentes da Frente pela Democracia, o arcebispo transmitiu ontem ao presidente os detalhes das conversações, voltadas a conservar o clima de paz e de tranquilidade no país.

“A vida vai nos ensinando a ser cada vez mais realistas. Eu acredito que nestas conversações não se pode pretender nada, não são acertos”, disse dom Ulloa, ressaltando que a Igreja desempenha apenas um papel de catalisadora para que as conversações aconteçam. “Se der certo, ótimo. Se não der, nós estamos fazendo o nosso esforço em função do povo e do bem comum”.

O presidente reiterou ao arcebispo o seu compromisso de revogar a resolução que designou os três magistrados da Sala Quinta da Corte Suprema de Justiça panamenha.

“Esta é mais uma mostra do nosso compromisso de manter um clima de paz no país. Reitero o meu apelo à oposição política para fazer a parte dela e para encerrar todas as ações e declarações que criam intranquilidade e que tentam justificar atos injustificáveis de violência”, manifestou Martinelli.

Por sua vez, dom Ulloa informou que ainda não há uma agenda de assuntos para promover o diálogo, agregando que o processo tem que ser bem elaborado para não gerar falsas expectativas.

“Não é questão de conversar porque sim. Nestas horas, temos que ir com calma. O importante é, sem dúvida, que existe disponibilidade de ambas as partes, mas temos que criar o ambiente adequado, para não frustrar a expectativa de diálogo”, sustentou.

A Frente pela Democracia, integrada pelos partidos de oposição e por outras organizações, condicionou o diálogo ao cumprimento da promessa presidencial de respeitar o acordo da Concertação Nacional, ou seja, retirar os projetos de lei relacionados com a venda de ações estatais nas empresas privatizadas.

“São elementos que as duas partes têm que levar em conta. O que nos preocupa é que não podemos continuar nos enfrentando, uns contra os outros”, comentou dom Ulloa.

(Trad.ZENIT)