Papa a Meeting de Rimini: dirigir olhar ao céu

Sem isso, o mundo permanece incompreensível

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RIMINI, quarta-feira, 24 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – No último domingo, o secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, fez chegar ao Meeting de Rimini, o festival anual do movimento Comunhão e Libertação, uma mensagem em nome do Papa Bento XVI, na qual reflete sobre a esperança na existência cristã.

No longo texto, o cardeal Bertone explicou que a experiência religiosa do homem não consiste somente em “saber-se criatura”, em saber de onde vem, mas sobretudo “para onde vai”.

“O homem não pode viver sem uma certeza sobre seu próprio destino”, afirma o cardeal Bertone, citando a Spe salvi de Benedicto XVI; “o fato de que este futuro exista muda o presente; o presente é tocado pela realidade futura e, assim, as coisas futuras se tornam presentes e as presentes, futuras”.

Os dramas do século XX, sublinhou o purpurado, falando em nome do Papa, “demonstraram amplamente que, quando dimiinui a esperança cristã, isto é, quando diminui a certeza da fé e o desejo das 'coisas últimas', o homem se perde e se converte em vítima do poder, começa a pedir a vida a quem não pode dá-la”.

Neste sentido, sublinhou, “em Cristo Jesus, o destino do homem foi arrancado definitivamente da nebulosidade que o rodeava”.

Ele “faz da própria existência um acontecimento positivo, uma história de salvação na qual cada circunstância revela seu verdadeiro significado em relação ao eterno”.

Se falta essa consciência, acrescentou, “é fácil cair nos riscos do atualismo, no sensasionalismo das emoções, em que tudo se reduz a fenômeno, ou do desespero, em que cada circunstância aparece sem sentido”.

Somente a certeza que nasce da fé permite ao homem “viver de maneira intensa o presente” e, ao mesmo tempo, “transcendê-lo, captando nele os reflexos do eterno a que o tempo está ordenado”.

“Somente a presença reconhecida de Cristo, fonte da vida e destino do homem, é capaz de despertar em nós a nostalgia do Paraíso e, assim, projetar-nos com confiança ao futuro, sem medos e sem falsas ilusões.”

Por isso, acrescentou, “hoje, mais que nunca, nós, os cristãos, estamos chamados a dar razão da esperança que há em nós”.

A existência não é um “proceder cego”, mas um “ir ao encontro daquele que nos ama. Sabemos, portanto, aonde estamos indo, rumo a quem nos dirigimos e isso orienta toda a existência”.